Sunday, May 06, 2012
Como mensurar suas campanhas de mídias sociais
Análise e Monitoramento, Mídias Sociais
by Gustavo Souza
button print blu20 Como mensurar suas campanhas de mídias sociais
Uma boa mensuração de dados é essencial para o êxito da campanha
incentivos fiscias inovacao analise relatorio mcti 289x300 Como mensurar suas campanhas de mídias sociaisMais do que planejar e executar uma campanha de mídias sociais, é preciso saber como mensurá-la. Afinal, uma campanha vive de resultados, e para tal, precisamos saber, com precisão, qual o retorno ela tem gerado.
E para mensurar este resultado, é preciso levar em conta alguns fatores que são essenciais para o sucesso de uma campanha. Entre eles estão:
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Comunidades: medir sua participação em comunidades, grupos de discussão e principais mídias como Twitter, Facebook e Linkedin irá te informar o primeiro engajamento que seu público-alvo tem com sua marca.
Tráfego: Sempre analise separadamente o tráfego que chega ao seu site pelas mídias sociais. Para facilitar esse trabalho utilize os novos recursos do Analytics.
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Interações: Responder e participar de conversas nas mídias sociais pode trazer maior engajamento a sua marca e mais credibilidade para seus clientes. A maioria das mídias sociais possui algum tipo de relatório onde você pode mensurar o alcance de suas conversas e/ou de suas publicação. Utilize isso para saber qual tipo de assunto gera mais interação dos usuários.
Indicações de clientes: Se você deseja saber quantos clientes as mídias sociais levam para seu negócio, você deve implementar algum tipo de solução de rastreamento, por exemplo formulários específicos para campanhas de SMM, URLs de rastreamento, cupons de desconto ou simplesmente uma enquete como forma de perguntar aos clientes como chegaram até você.
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Esses quatro fatores podem parecer um tanto óbvios, porém, muitos profissionais pecam nessas etapas, o que acaba comprometendo toda a mensuração de resultados. Relatórios personalizados de acordo com a sua necessidade são apenas reflexos de uma mensuração inicial bem sucedida.
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Monday, April 16, 2012
Feitos um para o outro
15 de abril de 2012|
18h39|
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Por Redação Link
Ao comprar o Instagram por US$ 1 bilhão, o Facebook reforça a atual cultura das aparências
Por Dan Zak, do Washington Post
O Facebook comprou o Instagram na segunda-feira passada por um b-b-bilhão de dólares, um solavanco tecnônico no reino da mídia social. Mas o que isso tem a ver com o mundo real – este universo caótico que nos cerca, não apenas aquele que é nos apresentado de forma organizada nas pequenas telas de nossos smartphones?
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• Siga o ‘Link’ no Twitter, no Facebook e no Google+
Nada. Ou tudo.
Dada a expressiva reação sobre a compra, tem-se a impressão de estarmos assistindo a uma transação como a de quando a British Petroleum comprou os poços da Standard Oil. Mas esqueça os Carnegies e os Rockefellers, estes titãs da utilidade.
O Facebook de Mark Zuckerberg e o Instagram de Kevin Systrom são nossos titãs da futilidade, em um mundo paralelo que nos delicia à medida que sacrificamos tempo e produtividade. Seus produtos expandiram o mundo ao mesmo tempo que o reduziu a um painel de controle. Eles fizeram a interface se sobrepor ao cara a cara e ampliaram nossa mentalidade de colmeia.
Esta colmeia zumbiu alto quando cogitou-se a possibilidade de o Facebook, cheio de penduricalhos, infectar a simplicidade clean do Instagram, mas os dois serviços foram feitos um para o outro. São ferramentas que usamos para definir e refinar nossas próprias imagens – e ambos nos permitem editar e filtrar o mundo como acharmos melhor.
Se até sua avó está no Facebook, isso quer dizer que ele já perdeu a aura de novidade entre os 483 milhões de usuários ativos. Mas com apenas 18 meses de idade e mais de 30 milhões de cadastrados, o Instagram é uma novidade. Seus usuários tiram fotos com o celular, escolhem filtros artísticos para retocá-las e publicam estes produtos estilizados para uma corrente de seguidores que “curtem” ou comentam as imagens.
Com o Instagram à disposição, uma formação geométrica na espuma do cappuccino não é um mero devaneio passageiro, mas um detalhe que merece ser registrado, filtrado de forma icônica e compartilhado com estranhos. Também é uma forma de comunicar aos outros que você é o tipo de pessoa que, além de beber cappuccino com uma espuma geométrica, também pode converter aquela imagem em arte instantânea. Instagram: o equivalente visual ao Miojo.
Nele, o kitsch e a ironia se encontram, com filtros que poderiam pertencer à paleta do recém-falecido Thomas Kinkade – autodenominado “pintor da luz” que nauseava a crítica e encantava milhões com suas paisagens ensolaradas. Há a boa arte e má arte, o fato e a ficção. O Instagram pousa em algum lugar nesse meio. E agora este território pertence ao reino do Facebook.
Da mesma forma que o Instagram faz fotos ruins parecerem boas e fotos boas parecerem ótimas, o Facebook nos vende como felizes e amados sempre. Personalize e compartilhe o que for editado e envernizado. Deixe a verdade de lado, realce a beleza.
Não publique o autorretrato em preto e branco que você tirou quando estava exausto numa cabine do banheiro do escritório. Não compartilhe com os amigos que sua namorada continua lhe traindo. Capture aquele pôr do sol e amplifique a beleza de sempre com o filtro “Toaster”. Publique suas fotos do Instagram em seu perfil do Facebook, de forma que sua surrealidade faça sentido neste contexto.
Então o que o casamento do Facebook com o Instagram significa para nosso mundo, este fora dos nossos telefones, que é filtrado apenas por nossas córneas e apresentado de forma aleatória, sem bloqueio e fora de ordem?
Nada. Ou tudo. É um dilema que só pode ser solucionado ao invocarmos Keats. Beleza. Verdade. Únicas e uma só. Extrapole isto para a mídia social e aceite que a beleza falsa possa ser a verdade real. Ergamos nossos smartphones à união do Instagram com o Facebook. E que seu matrimônio nos mantenha sempre em sua luz artística perpétua.
Wednesday, February 08, 2012
Na Campus Party, pesquisador prevê fim do celular em 5 anos
Novas tecnologias lançarão desafio a educadores, diz Sugata Mitra.
'O que fazer quando jovens tiverem o Google nas suas cabeças?', questiona.
Laura Brentano Do G1, em São Paulo sugata mitra (Foto: Flavia de Quadros/indicefoto.com)
Sugata Mitra mostra a experiência com internet em favela na Índia (Foto: Flavia de Quadros/indicefoto.com)
O celular como conhecemos vai desaparecer em breve e a educação terá que se adaptar a mais essa mudança, afirmou Sugata Mitra, professor do Massachusetts Institute of Technology (MIT), durante a Campus Party, nesta terça-feira (7). O evento acontece no Anhembi, em São Paulo.
Especialista em tecnologia educacional, ele acredita que o aparelho vai dar lugar a outra tecnologia em cerca de 5 anos, assim como aconteceu com a vitrola e o walkman.
“O que a educação deve fazer quando os jovens tiverem o Google nas suas cabeças? Como você vai saber que um contabilista é mesmo um contabilista ou se ele está apenas usando o Google?"
Sugata Mitra, especialista
em tecnologia educacional
"O celular foi ficando melhor, mais barato e rápido. Se eu tivesse que fazer uma previsão, diria que ele vai desaparecer em 5 anos”, afirmou. Segundo Mitra, as novas tecnologias vão lançar um desafio aos professores. “O que a educação deve fazer quando os jovens tiverem o Google nas suas cabeças? Como você vai saber que um contabilista é mesmo um contabilista ou se ele está apenas usando o Google? O significado da educação, do diploma, terá que mudar em menos de 10 anos”, completou.
Em 1999, Mitra colocou um computador com acesso à internet em um muro de uma favela de Nova Déli, na Índia. Câmeras mostraram a interação das crianças com o computador. Segundo Mitra, elas iniciaram um novo processo de aprendizagem graças à internet.
Na época do experimento, chamado “Hole in the Wall” (buraco na parede, em inglês), os professores lhe questionaram o que aquilo mudaria na vida deles já que os resultados das provas não estavam melhorando.
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“Eles concluíram que o computador não estava ajudando, mas ninguém perguntou se o problema não estava na prova. O computador ajudou as crianças em várias áreas que a prova não contempla, como a autoconfiança. Isso não é medido pela escola”.
Crítica a provas escolares
Segundo Mitra, as provas desenvolvidas pelas instituições não medem a compreensão, e, sim, a memória. “No passado, a memória era importante porque o cérebro era o único meio de se reter informações. Hoje, ela não é mais importante, pois temos o pen drive, por exemplo”, explicou. “Precisamos pedir para o sistema mudar em vez de pedir para o aluno não usar o computador”.
Mitra acredita que é necessário redefinir o currículo escolar para que ele fique mais interessante. “Hoje, as empresa contratam funcionários com muita educação, mas que não são úteis. As pessoas conseguem ler uma página inteira e não entender nada. Essas habilidades são mais importantes para as empresas, hoje, do que trigonometria. Nós temos exigências que não têm relação com o que está sendo ensinado. Há 300 anos, o fato de o currículo não ser interessante, não era um problema. Hoje, isso não funciona”, completou.
Tuesday, February 07, 2012
Formar novos empresários vira meta da Campus Party
07/02/2012 - 08h00
CAMILA FUSCO
DE SÃO PAULO
Principal evento de inovação digital do país, a Campus Party, que começou ontem em São Paulo, também mira a formação de novos empresários de tecnologia.
Na pauta, palestras sobre empreendedorismo, concursos para desenvolvimento de aplicativos que podem gerar empresas e também apresentação de planos de negócios.
Entre as ações programadas para o evento, o Sebrae inclui games interativos e um concurso com três equipes para competir para a abertura de sua empresa. Os grupos terão palestras de consultores e empresários.
"Muitos empreendedores digitais têm criatividade de sobra, mas sem conhecimento de gestão", diz Luiz Barretto, presidente do Sebrae. Quem vencer o reality show de empreendedorismo terá um ano de consultoria grátis para montar uma empresa.
Em empreendedorismo criativo, a Telefônica/Vivo fará dois concursos. Um deles, o Hackaton, vai premiar desenvolvedores profissionais e amadores de aplicativos móveis de educação, sustentabilidade e esportes para iPhone, celulares com sistema operacional Android e que rodam linguagem Java.
Os participantes vão usar a Bluevia, plataforma mundial do grupo Telefónica. A premiação é de R$ 1.500 -- categoria amadora-- até R$ 5.500 para os profissionais, além de tablets, celulares e ingresso para jogos.
Depois de prontos, os aplicativos podem ser vendidos na loja da operadora e os desenvolvedores ficam com 70% da receita. Se o aplicativo gerar tráfego --com funções atreladas ao envio de mensagens de texto, por exemplo--, poderão receber pelo movimento a mais.
Em outro concurso, o Wayra, a operadora vai selecionar empreendedores que deem sugestões de negócios ou aplicativos tecnológicos. O vencedor, que será conhecido no fim da semana, será selecionado para uma nova etapa de competição com empresas iniciantes para fazer parte da academia de empreendedorismo da Telefônica/Vivo, que prevê investimentos de até US$ 70 mil (R$ 121 mil) em novos negócios.
"A ideia é apoiar a inovação e a retenção dos talentos no país", diz Pablo Larriex, diretor do Centro de Inovação da Telefônica/Vivo.
IDEIA VIRA EMPRESA
O carioca Rafael Peixoto, 35, foi um dos empresários "gerados" na Campus Party do ano passado. Com o sócio Cadu Fonseca, 30, fizeram em 2011 uma ação do Banco do Brasil em que vestiram os "campuseiros" com roupões com o logotipo do banco.
A ideia virou empresa, a Wikishow, que abocanhou três clientes -- Walmart, Sebrae e Serpro-- para ações no evento deste ano.
Thursday, February 02, 2012
Eles começaram uma empresa na universidade e hoje faturam até R$ 30 milhões por ano
Jovens empreendedores contam como tornaram realidade o sonho de ter o próprio negócio
Ligia Aguilhar - Estadão PME
Ricardo: empresa começou com a organização da festa de formatura
Eles tiveram uma grande ideia quando ainda ocupavam os bancos da universidade e mesmo sem muito investimento, contatos e experiência em gestão, construíram empresas promissoras que hoje estão consolidadas no mercado.
Conheça as histórias de Giovani Amianti, Juliano Martinez e Ricardo Buckup, três jovens empreendedores que realizaram o que, segundo pesquisa recente do Instituto Endeavor, é o sonho de metade dos estudantes universitários: ter o próprio negócio.
Giovani Amianti - Xmobots
O engenheiro Giovani Amianti, de 29 anos, acaba de fazer o seu primeiro milhão. Após sete anos de pesquisas e desenvolvimento de produtos, sua empresa, a Xmobots, especializada em veículos aéreos não tripulados (chamados de vants), começa a decolar.
O negócio foi idealizado em 2004 quando Amianti, então estudante do quarto ano de Engenharia Mecatrônica da Escola Politécnica da Universidade de São Paulo (USP), estudava e desenvolvia aeronaves cargueiras radiocontroladas como projeto de iniciação científica. Ao perceber que tecnologia poderia ser utilizada para monitorar linhas de transmissão de energia elétrica, uma atividade de risco que era realizada por helicópteros, se uniu a outros quatro amigos para tirar a empresa do papel. Como a operação em linhas de transmissão exigia investimentos elevados, eles decidiram mudar e desenvolver aeronaves voltadas para questões ambientais, como monitoramento de florestas e rios.
Para viabilizar a empreitada, cada estudante usou suas habilidades. Enquanto um fez o projeto do avião, outro se dedicou ao software. Um terceiro desenvolveu o hardware, e Amianti e um amigo cuidaram da aeronave. Depois da formatura, três dos cinco estudantes continuaram o desenvolvimento da tecnologia em um mestrado. Só no segundo semestre de 2008, a primeira aeronave da empresa, a Apoena 1000, voou pela primeira vez, sendo lançada comercialmente em 2009, um ano e meio após a empresa se incubada no Cietec. “Nós investimos todo o dinheiro da bolsa de mestrado na empresa”, relembra Amianti.
A empresa hoje tem grandes clientes como a Usina Hidrelétrica de Jirau, em Rondônia, e recebeu R$ 9 milhões em investimento de entidades como o Finep e o CNPq. Mas até chegar a esse estágio, Amianti e seus sócios precisaram trabalhar em dobro. “Só o sensor de um avião custa R$ 15 mil e nós não tínhamos recursos para pagar”, diz. A saída foi fazer escambo com os fornecedores dos equipamentos. Em troca de uma peça, ofereciam algum tipo de serviço.
Já a gestão da empresa foi aprendida na prática, por meio de alguns cursos de Sebrae e, principalmente, com dicas de outros empreendedores do Cietec. Apesar de criticar a falta de estímulo ao empreendedorismo nas universidades e a falta de capital semente no País, Amianti diz que o maior empecilho para jovens criarem negócios é a preguiça. “É muito difícil empreender no setor tecnológico, mas nada que não seja superado com muita garra.”
Juliano Martinez - Resolva.me
A primeira proposta de projeto de conclusão de curso elaborada pelo então estudante de marketing Juliano Martinez foi rejeitada pelos professores. Ele queria criar um portal na internet que funcionasse como uma rede de troca de recomendações entre clientes, prestadores e empresas de serviços, mas a ideia foi considerada pouco rentável.
Ele não desistiu. Nos últimos sete anos não só estudou o mercado como angariou o apoio de amigos e colegas de trabalho para tirar o projeto do papel. Há duas semanas, ele comemorava a compra do Resolva.me, lançado no mercado há menos de um ano, pela maior empresa de comparação de preços da América Latina, o site Buscapé.
“O maior incentivo que a universidade me deu foi negar o projeto. Se eu tivesse desenvolvido a empresa naquela época, não teria encontrado as pessoas certas para me associar (o Resolva.me tem cinco sócios) e poderia estar infeliz trabalhando em uma multinacional”, afirma.
Sem dinheiro para investir no negócio, Martinez e seus sócios - Edgard Zavarezzi, diretor de Tecnologia; Rodrigo Vitulli, diretor de Marketing e relacionamento, Pedro Sorrentino, responsável por relações públicas e estratégia de mercado e produto, e a agência digital DBR Interativa – tiveram que manter seus empregos e se dedicar ao empreendimento por noites e madrugadas após o horário comercial. “Nós reuníamos religiosamente três vezes por semana no Skype, compartilhávamos documentos pelo Google Docs e ficávamos acordados com muito energético e cafeína”, relembra Vitulli.
Em fevereiro do ano passado, eles desenvolveram o primeiro protótipo: um aplicativo para o Facebook. A partir de então, começaram a frequentar feiras e eventos de tecnologia e empreendedorismo para tornar o produto conhecido. “Circular é importantíssimo para fazer contatos e, mais do que isso, é preciso ter pelo menos um piloto do seu produto para mostrar para pessoas importantes”, conta Martinez. “Você acaba encontrando mentores que dão dicas valiosas para o seu projeto”, explica.
A grande virada aconteceu quando os jovens inscreveram a empresa em um concurso promovido pelo Buscapé, “Sua ideia vale R$ 1 milhão”, que premiaria as três melhores ideias de negócio com um investimento de R$ 300 mil. O Resolva.me ficou entre os 9 finalistas de 800 inscritos, mas não ganhou, Ainda assim, não saiu do radar da gigante de comparação de preços, que em janeiro comprou parte da empresa. “Ao empreender, temos que nos preparar para ouvir vários nãos e que a sua ideia é maluca”, diz Martinez. “Mas se você acredita em um projeto e consegue provar para todo mundo que é viável, consegue vencer os obstáculos”, afirma.
Ricardo Buckup - Grupo B2
Quando os estudantes de administração Ricardo Buckup e Carlos Balma se juntaram para organizar a própria festa de formatura, deram início a uma empresa que em menos de dez anos alcançou o faturamento de mais de R$ 30 milhões por ano. O trabalhou bem-sucedido na formatura rendeu na sequência um contrato com a própria universidade para a organização de um evento e, assim, os dois tiveram o estímulo necessário para fundar a B2, consultoria de marketing e promoção de ações para o público jovem.
O negócio começou em uma sala emprestada dentro do escritório de um amigo dos sócios, apenas com um telefone e um computador. “Nosso amigo tinha uma empresa de serviços de bartender. Nós pegávamos o contato de pessoas e empresas que ligavam para ele e oferecíamos serviços complementares”, lembra Buckup.
Foi dessa forma que em um ano eles conseguiram clientes suficientes para contratar dois funcionários e adquirir um escritório próprio. A partir daí a empresa cresceu em ritmo exponencial, com todo o lucro sendo reinvestido no negócio. “Nosso sonho não era comprar uma casa na praia, mas ver a empresa crescer. Por isso, sempre tiramos um salário muito pequeno do negócio.”
Para a B2 crescer, os empresários também precisaram corrigir falhas, como a falta de modelos de gestão e conhecimento dos aspectos legais do negócio. “Vejo que hoje a educação empreendedora melhorou, mas na época faltava estímulo para vencer o medo de empreender e exemplos de casos de sucesso”, afirma Buckup.
Para outros jovens empreendedores, a dica do empresário é arriscar. “Ninguém tem garantia de dar certo na vida nem como trainee de uma grande empresa. Quem tem vontade de empreender deve ir em frente. O importante é entender bem o negócio ao qual vai se dedicar”.
Monday, January 30, 2012
Sustentabilidade empresarial, o futuro começa hoje
30 de janeiro de 2012, 8:50
É fato: os recursos precisam ser administrados de forma equilibrada pelo bem do planeta, da competitividade e do seu bolso.
Por Telma Cunha
Todos os dias muitas decisões são tomadas. Um exemplo é quando chega a época de colocar os nossos filhos na escola. Procuramos escolher a melhor, a mais adequada à sua evolução acadêmica e posteriormente profissional.
Nesse momento plantamos o futuro no presente.
Na empresa o caminho é o mesmo. Quando ela começa a criar, a desenvolver e aplicar políticas de sustentabilidade está também focada no futuro, em um planejamento de médio ou longo prazo.
Diferente da decisão sobre a escola, em que poucas pessoas estão envolvidas, na empresa esta definição exige a participação de todos para obter sucesso. A soma de inteligências ajuda a criar cenários promissores.
E esse comprometimento é a parte mais difícil do caminho, pois exige conscientização e conceitos muitas vezes não adquiridos no desenvolvimento de nossas vidas. Conceitos atuais e não integrantes nas etapas de nosso aprendizado.
Nem todos foram instruídos ou sabem da necessidade de cuidar dos recursos naturais, em pensar e efetivar sustentabilidade. Tão pouco sobre a influência dos nossos atos no planeta. Essa não é uma preocupação corriqueira, rotineira.
É preciso mudar nosso jeito de ser. O mercado em evolução exige isso.
Na empresa, as políticas de sustentabilidade precisam ser “compradas” pelas pessoas para trazer resultados, para o próprio negócio e para todos os envolvidos (colaboradores, investidores, comunidade). E um dos caminhos para apoiar esta adesão é desenvolver indicadores que demonstrem o progresso alcançado, de forma rápida e transparente.
Gestão eficiente + consumo eficiente = maximização dos resultados
Imagine a decisão de controlar o volume de lixo produzido pela empresa. É possível na coleta, identificar a produção de cada área (por meio de recipientes padronizados) e desenvolver o indicador de consumo médio por área e por pessoa.
Com esta informação individualizamos a responsabilidade e estabelecemos metas para desenvolver programas de redução.
A importância do indicador está em comprometer o individuo, as equipes e gerar resultados (reduzir o volume de lixo).
Criar uma base de indicadores demanda interesse da empresa em investir tempo e recursos (pessoas – sistemas de coleta e de quantificação/comparação), entretanto produz resultados consistentes.
Áreas de inteligência são normalmente responsáveis pela base de indicadores financeiros ou comerciais e têm expertise para desenvolver indicadores de sustentabilidade, pois têm como premissa a visão coleta, distribuição e custo x resultados.
Ter a marca atrelada à administração “verde” é um ótimo diferencial, além de diminuir o impacto do consumo.
Mudar paradigmas, ser criativo são obrigações das pessoas e por consequência das empresas. Não podemos deixar o futuro para amanhã. [Webinsider]
Esboçar faz seu Logo Design Perfeito
Esboçar faz seu Logo Design Perfeito
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Today, the world is ruled by technology. Hoje, o mundo é governado pela tecnologia. But even in this age of technology, logo design professionals should take some time off from their tight schedules and go back to the times when design was done by sketching. Mas, mesmo nessa era da tecnologia, design de logotipo profissionais devem levar algum tempo fora de seus horários apertados e voltar aos tempos em que projeto foi feito por desenhar. No, not on computers, on paper with pencil. Não, não em computadores, em papel com lápis. This post is dedicated to those good old times and will describe how sketching with pencil on a paper will help you in logo designing . Este post é dedicado a todos aqueles bons e velhos tempos e irá descrever como desenhar com lápis em um papel irá ajudá-lo no logo design .
Here are the reasons why I advise you to sketch the old-fashioned way. Aqui estão as razões pelas quais eu aconselho você a esboçar a maneira old-fashioned.
You will be able to think deeper: When a logo design company takes up a new project, several ideas come flooding into the minds of designers. Você será capaz de pensar mais profundo: Quando uma empresa de design de logotipo ocupa um novo projeto, várias idéias vêm inundando as mentes dos designers. Using a paper and pencil to sketch these ideas as they arrive would help them think deeper and out of the box because that way their imagination won't be confined by technical limitations. Usando um papel e lápis para esboçar estas idéias que chegam iria ajudá-los a pensar mais profunda e fora da caixa, porque dessa forma a sua imaginação não será confinado por limitações técnicas.
You can go anywhere and sketch: If you are a logo designer, taking your laptop to wherever you go is not something uncommon for you. Você pode ir em qualquer lugar e desenho: Se você é um designer logo, levando seu laptop para onde quer que vá não é algo incomum para você. But if you try taking a sketchbook and pencil instead, you will realize that it is even more convenient than a laptop. Mas se você tentar tomar um sketchbook e um lápis em vez disso, você vai perceber que é ainda mais conveniente do que um laptop. You can go to the riverside, the rugged terrains, the subways or the countryside or anywhere else you want, to get ideas and you will see that a whole world of inspiration will open up before you. Você pode ir para o rio, os terrenos acidentados, o metrô ou o campo ou em qualquer outro lugar que você quer, para obter idéias e você vai ver que todo um mundo de inspiração abrirá diante de você.
You will be enriched as an artist: Developing sketching skills will fuel your artistic growth and make you a mature designer. Você será enriquecido como um artista: Desenvolver competências esboçar vai alimentar o seu crescimento artístico e torná-lo um designer maduro. You will get ideas faster and present them on paper quicker. Você vai ter as idéias mais rápido e apresentá-las no papel mais rapidamente. When you will hold a pencil in your hand, design ideas would dictate its movements on paper and the more you sketch, the more innovative design concepts you will come up with. Quando você vai segurar um lápis na mão, idéias do projeto ditaria os seus movimentos no papel e quanto mais você esboço, os conceitos de design mais inovador você vai vir para cima com.
You will realize the true reason why you are logo designing: Sketching connects you with your inner artist and as you devote more time to sketching, your concept would become clearer about what elements play an important part in your design. Você vai perceber a verdadeira razão por que você está logo design: Desenhando conecta você com o seu artista interno e como você dedicar mais tempo a desenhar, o seu conceito se tornaria mais claro sobre quais os elementos que desempenham um papel importante em seu projeto. You will be able to describe your designs better to your clients. Você será capaz de descrever seus projetos melhor para seus clientes.
Now, how you should go about it: Agora, como você deve ir sobre ele:
Brainstorm with the help of word lists and mind maps – These tools are designed to rescue logo designers like you when you are facing a mind-block. Brainstorm com a ajuda de listas de palavras e mapas mentais - Estas ferramentas são projetadas para resgatar logo designers como você quando você está enfrentando uma mente bloco. Though there are online tools for help, using paper will let your ideas flow in full swing and can even eradicate your discomfort of drawing on paper. Embora existam ferramentas online para ajudar, usando o papel vai deixar as suas ideias fluir em pleno andamento e pode até mesmo erradicar o desconforto de desenho sobre papel.
Sketch anything that comes to your mind – Or anything that you see around you and feel interested in. Begin with a simple circle or a straight line and give wings to your imagination! Nada de esboço que vem à sua mente - Ou qualquer coisa que você vê ao seu redor e sentir-se interessado em começar com um círculo simples ou uma linha reta e dar asas à sua imaginação!
Don't be set back by mistakes – You might not have sketched anything with pencil since you were in school. Não seja um retrocesso por erros - Você pode não ter esboçado qualquer coisa com lápis desde que você era na escola. So, mistakes are bound to occur. Assim, os erros são obrigadas a ocorrer. Don't be upset. Não fique chateado. Continue sketching and you will get better at it. Continue desenhando e você vai ficar melhor para ele. In fact, make ugly sketches intentionally. De fato, fazer esboços feio intencionalmente. That would loosen up your mind block and help you draw better. Que soltar o seu bloco de mente e ajudá-lo a desenhar melhor.
Sketch wherever you like – You don't have to limit yourself to sketchbooks. Esboço onde quiser - Você não tem que limitar-se a sketchbooks. You never know when an idea will pop up in your mind. Você nunca sabe quando uma idéia pode surgir em sua mente. So, sketch anywhere you feel like, even on tissue paper! Então, sketch qualquer lugar que você se sentir como, mesmo em papel de seda!
Use different media – Experiment with different media like pencils, crayons, watercolors and charcoal on different types of surfaces. Use diferentes meios de comunicação - Experiência com diferentes meios de comunicação como lápis, giz de cera, aquarela e carvão vegetal em diferentes tipos de superfícies. Stick to the ones that you feel most comfortable with. Stick para os que você se sinta mais confortável.
Lastly, don't forget to share your views! Por último, não se esqueça de compartilhar suas opiniões!
http://www.webguru-india.com/blog/sketching-makes-your-logo-design-perfect/
Sketching Makes Your Logo Design Perfect
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Today, the world is ruled by technology. But even in this age of technology, logo design professionals should take some time off from their tight schedules and go back to the times when design was done by sketching. No, not on computers, on paper with pencil. This post is dedicated to those good old times and will describe how sketching with pencil on a paper will help you in logo designing.
Here are the reasons why I advise you to sketch the old-fashioned way.
You will be able to think deeper: When a logo design company takes up a new project, several ideas come flooding into the minds of designers. Using a paper and pencil to sketch these ideas as they arrive would help them think deeper and out of the box because that way their imagination won’t be confined by technical limitations.
You can go anywhere and sketch: If you are a logo designer, taking your laptop to wherever you go is not something uncommon for you. But if you try taking a sketchbook and pencil instead, you will realize that it is even more convenient than a laptop. You can go to the riverside, the rugged terrains, the subways or the countryside or anywhere else you want, to get ideas and you will see that a whole world of inspiration will open up before you.
You will be enriched as an artist: Developing sketching skills will fuel your artistic growth and make you a mature designer. You will get ideas faster and present them on paper quicker. When you will hold a pencil in your hand, design ideas would dictate its movements on paper and the more you sketch, the more innovative design concepts you will come up with.
You will realize the true reason why you are logo designing: Sketching connects you with your inner artist and as you devote more time to sketching, your concept would become clearer about what elements play an important part in your design. You will be able to describe your designs better to your clients.
Now, how you should go about it:
Brainstorm with the help of word lists and mind maps – These tools are designed to rescue logo designers like you when you are facing a mind-block. Though there are online tools for help, using paper will let your ideas flow in full swing and can even eradicate your discomfort of drawing on paper.
Sketch anything that comes to your mind – Or anything that you see around you and feel interested in. Begin with a simple circle or a straight line and give wings to your imagination!
Don’t be set back by mistakes – You might not have sketched anything with pencil since you were in school. So, mistakes are bound to occur. Don’t be upset. Continue sketching and you will get better at it. In fact, make ugly sketches intentionally. That would loosen up your mind block and help you draw better.
Sketch wherever you like – You don’t have to limit yourself to sketchbooks. You never know when an idea will pop up in your mind. So, sketch anywhere you feel like, even on tissue paper!
Use different media – Experiment with different media like pencils, crayons, watercolors and charcoal on different types of surfaces. Stick to the ones that you feel most comfortable with.
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Tags: Logo Design, logo design company, Logo Designing
Tuesday, October 04, 2011
Veja o que prejudica a memória, os sinais de alerta e como exercitá-la.
29/09/2011 10h25 - Atualizado em 29/09/2011 13h42
Fazer associações, repetir, escrever
e usar calendário treinam a memória
Neurologista Tarso Adoni e pediatra Ana Escobar estiveram no programa.
G1, em São Paulo
É difícil entender por que recordamos com detalhes de fatos do passado, quando éramos crianças, e muitas vezes temos que fazer um grande esforço para lembrar onde deixamos a chave, a carteira ou o celular.
Da mesma forma, a maioria das pessoas sabe onde estava no 11 de Setembro, quando o Brasil venceu a Copa do Mundo ou na hora da morte de ídolos como Ayrton Senna e Michael Jackson – mas se esquece do que comeu ontem.
Para explicar como funciona a memória, quais os fatores prejudiciais, os sinais de alerta e como exercitar o seu cérebro, o neurologista Tarso Adoni, do Hospital Sírio-Libanês, e a pediatra Ana Escobar estiveram no Bem Estar desta quinta-feira (29).
Memória (Foto: Arte/G1)
É importante manter-se intelectualmente ativo para evitar problemas no futuro. Pressão e colesterol altos, diabetes, sedentarismo e obesidade são ruins para todas as células, inclusive para os neurônios.
Ter problemas de memória, eventualmente, não é sinal de doença. Em uma fase que você está mais cansado, por exemplo, costuma ter dificuldade para gravar as coisas. Além disso, se você não dorme adequadamente ou sobrecarrega o cérebro com muitas informações, sua memória pode falhar. É como uma máquina, que, se muito exigida, acaba pifando.
Segundo o neurologista Tarso Adoni, a falta de atenção nas tarefas cotidianas pode atrapalhar a memória. O ideal, portanto, é se concentrar no que você faz e procurar guardar objetos sempre no mesmo lugar, para evitar confusões.
Onde ficam guardadas as informações
O pré-requisito para a memória é a atenção. São os dois lobos frontais, na parte da frente do cérebro, que coordenam a razão e julgam quando devemos estar atentos.
Ao termos uma sensação muito marcante, que vem por um dos cinco sentidos (como um perfume forte, por exemplo), a informação vai para uma região central do cérebro chamada hipocampo. É uma espécie de “centro imediato da memória”, onde ficam guardadas temporariamente as informações do dia a dia.
Depois de um certo tempo, se o cérebro avalia que aquela informação é importante para a memória, ele a transfere do hipocampo para o centro daquele sentido específico, que varia de acordo com a informação.
Existem 5 tipos de memória:
1) Imediata
Usamos essa memória por segundos, para algo que precisamos executar imediatamente. Tem um espaço pequeno e é ativada, por exemplo, quando precisamos "anotar" um número de telefone no cérebro para usá-lo em seguida.
2) De trabalho
Empregamos essa memória durante o tempo necessário para trabalhar com determinada informação, como para fazer cálculos. Com ela, podemos processar dados e não só repeti-los mentalmente.
3) Episódica
É a memória que mais rende queixas, por ser a mais utilizada. É onde ficam guardados fatos e situações da vida, como recordações de momentos, pessoas e coisas que você fez no passado. O lugar onde você guardou a chave e o que fez no 11 de Setembro dividem espaço aí. A diferença é que memórias mais marcantes duram mais.
4) Semântica
Está relacionada com tudo o que aprendemos em termos culturais e de conhecimento. É usada na escola para saber o significado das coisas e das palavras, além dos sinônimos.
5) Inconsciente
Saber andar de bicicleta, nadar ou mexer no computador são atitudes guardadas na memória inconsciente. Ela retém conhecimentos motores e movimentos do corpo necessários para desempenhar atividades.
A memória de curto prazo serve para as atividades do dia a dia e logo é apagada. Se ela for especial, por algum motivo, torna-se de médio prazo e pode durar a longo prazo.
Por outro lado, se fazemos muitas atividades ao mesmo tempo, esquecemos onde guardamos a chave ou a carteira, porque nossa memória de trabalho fica superlotada de informações.
Fatores que atrapalham a memória
- Estresse
- Depressão
- Privação de sono
- Deficiência de vitaminas (principalmente B12)
- Hipotireoidismo
- Doenças degenerativas (como Alzheimer)
Sinais de alerta para problemas
- Ter dificuldade para resolver problemas que antes eram simples
- Sentir falta de concentração
- Precisar mudar parte da rotina porque a memória começou a falhar
Dicas para treinar a memória:
- Ler (livros, artigos, revistas e jornais)
- Aprender idiomas
- Participar de jogos de estratégia (gamão, xadrez e cartas)
- Reunir-se em grupos sociais (círculos de amigos, redes de discussão e clubes)
- Pesquisar áreas que não sejam do seu conhecimento
- Fazer atividades manuais (artesanato, biscuit e carpintaria)
- Tocar um instrumento musical
- Alterar rotas (modificar a rotina, seja a pé ou de carro)
Com o jogo da memória mostrado no programa, estimulamos a memória imediata e a de trabalho. Segundo os médicos, apenas uma coisa ou uma estratégia para exercitar o cérebro não resolve. É preciso diversificar e propor-se novos desafios o tempo todo.
saiba mais
* Baixos níveis de vitamina B12 podem prejudicar o cérebro, mostra estudo
Alimentação
Os neurônios precisam de glicose e oxigênio para funcionar, por isso é importante uma dieta balanceada, que forneça os nutrientes nas quantidades adequadas. É o caso da dieta do Mediterrâneo, que promove um bom equilíbrio de proteínas, gorduras, açúcares, vitaminas e antioxidantes.
A vitamina B12 é fundamental para o funcionamento do cérebro e da memória, e é proveniente dos derivados de animais. Pode ser encontrada em alimentos como carne, leite, ovos, queijo e iogurte.
Quando consumimos alimentos derivados de animais, nosso estômago produz uma proteína chamada "fator intrínseco", que se liga à vitamina B12, para facilitar sua absorção. Essa vitamina corre por todo intestino delgado, até chegar à região onde ele se encontra com o intestino grosso, chamada íleo.
Nesse local, o complexo vitamina-proteína encontra sua porta de entrada para o sangue. Quando, por algum motivo (como uma gastrite), o estômago não produz o fator intrínseco, a vitamina B12 passa direto pelo íleo e é descartada. Isso pode causar problemas de memória.
Saiba como o álcool afeta seu corpo
04/10/2011 05h30 - Atualizado em 04/10/2011 06h30
Especialistas dizem que não existe limite seguro para o consumo e recomendam que autoridades conscientizem população sobre riscos.
Da BBC
Os efeitos do consumo do álcool a curto prazo são conhecidos: ressacas, cansaço, má aparência.
A longo prazo, a ingestão da substância está associada a várias condições, entre elas o câncer da mama, câncer oral, doenças cardíacas, derrames e cirrose hepática, entre outras.
Pesquisas também associaram o consumo de álcool em doses elevadas à problemas de saúde mental, perda de memória e diminuição da fertilidade.
Entretanto, estudos também concluíram que, ingerida com moderação, a substância pode ter um efeito benéfico, ajudando a proteger o coração ao elevar os índices de bom colesterol no organismo e impedir a formação de coágulos sanguíneos.
As mensagens são contraditórias, levando especialistas ouvidos pela BBC a recomendar que as autoridades sejam mais claras em suas campanhas de conscientização.
Não existe nível absolutamente seguro de consumo de álcool, dizem. Mas se você quer beber, não exceda 21 unidades por semana para homens e 14 unidades por semana para mulheres.
Problemas Cardíacos e Câncer
A ingestão de mais de três copos de bebida alcoólica por dia prejudica o coração.
O consumo excessivo, especialmente a longo prazo, pode resultar em pressão alta, cardiomiopatia alcoólica, falência cardíaca e derrames, além de aumentar a circulação de gorduras no organismo.
As associações entre o consumo de álcool e o câncer também são bastante conhecidas.
Um estudo publicado no British Medical Journal no ano passado concluiu que o consumo de álcool provoca pelo menos 13 mil casos de câncer por ano na Grã-Bretanha, nove mil em homens e quatro mil em mulheres.
O efeito negativo do álcool para a saúde em geral pode estar associado a uma substância conhecida como acetaldeído - produto em que o álcool é transformado após ser digerido pelo organismo.
Essa substância é tóxica e experimentos demonstraram que ela danifica o DNA.
O cientista KJ Patel, que trabalha no laboratório de biologia molecular do Medical Research Council, na Grã-Bretanha, vem pesquisando os efeitos tóxicos do álcool.
'Não há a ocorrência de uma célula cancerosa a não ser que o DNA seja alterado. Quando você bebe, o acetaldeído está corrompendo o DNA da vida e colocando você no caminho para o câncer'.
Imunidade e Fertilidade
Um relatório publicado recentemente na revista científica Bio Med Central (BMC) Innunology revelou que o álcool afeta a capacidade do organismo de combater infecções virais.
E estudos sobre fertilidade indicam que mesmo o consumo moderado da substância diminui a probabilidade de uma mulher conceber. Nos homens, o consumo excessivo diminui a qualidade e quantidade de esperma.
KJ Patel acaba de completar uma investigação sobre os efeitos tóxicos do álcool sobre ratos.
Seu estudo indica que uma única dose excessiva de álcool durante a gravidez pode ser suficiente para provocar danos permanentes sobre o genoma do feto.
A Síndrome Alcoólica Fetal, segundo Patel, 'pode resultar em crianças com danos sérios, nascidas com anomalias na cabeça e face e com deficiências mentais'.
Fígado
O médico Nick Sheron, que comanda a unidade de fígado do Southampton General Hospital, na Inglaterra, disse que os mecanismos por meio dos quais o álcool prejudica o organismo não são claros.
'A toxicidade do álcool é complexa, mas sabemos que há um relacionamento próximo e claro'.
Quanto maior a ingestão semanal, maior o dano ao fígado e esse efeito aumenta exponencialmente em alguém que bebe de seis a oito garrafas de vinho - ou acima disso - nesse período.
Segundo Sharon, nas últimas duas ou três décadas, houve um aumento de 500% no número de mortes por doenças do fígado na Grã-Bretanha. Dessas, 85% foram provocadas pelo álcool. O ritmo desse crescimento começou a diminuir, mas muito recentemente.
'O álcool tem um impacto maior sobre a saúde do que o fumo porque ele mata em uma idade menor'. Segundo o especialista, doenças do fígado provocadas pelo consumo de álcool matam por volta dos 40 anos de idade.
Álcool x heroína, crack e cocaína
O consumo de álcool é, cada vez mais, um problema de saúde pública.
No início do ano, o serviço nacional de saúde britânico, NHS, anunciou que internações associadas ao consumo de álcool na Grã-Bretanha atingiram nível recorde em 2010.
Houve mais de um milhão de internações, em comparação com 945.500 em 2008-2009 e 510.800 em 2002-2003.
Quase dois terços dos pacientes eram homens.
Segundo a entidade beneficente britânica Álcool Concern, há estimativas de que o número de internações possa alcançar 1,5 milhão por volta de 2015.
Quando são considerados os perigos para o indivíduo e a sociedade como um todo, o álcool é mais prejudicial do que a heroína e o crack - concluiu um estudo publicado no ano passado na revista científica The Lancet.
O estudo, feito pelo Comitê Científico Independente sobre Drogas, órgão científico independente que estuda as drogas e seus efeitos, concluiu também que o álcool é três vezes mais prejudicial do que a cocaína e o tabaco porque é usado de forma muito mais ampla.
Consumo recomendado
A diretora de pesquisas do Institute of Alcohol Studies, Katherine Brown, disse que as orientações atuais sobre o consumo de álcool e a forma como essas diretrizes são comunicadas à população podem estar contribuindo para a desinformação do público.
'Precisamos ser cuidadosos quando sugerimos que existe um nível 'seguro' de ingestão. Na verdade, precisamos explicar que existem riscos associados ao consumo do álcool e que quanto menos você bebe, menor seu risco de desenvolver problemas de saúde'.
Para a especialista, é preciso mudar a percepção de que 'beber regularmente é uma prática normal e livre de riscos'.
O médico Nick Sheron concorda.
'Não existe um nível seguro. As pessoas apreciam um drink, mas precisam aceitar que existem riscos e benefícios'.
Wednesday, September 28, 2011
Brasil se destacou por iniciativas sustentáveis, diz estudo do Pnud
28 / 09 / 2011
Brasil, Colômbia e Peru são países da América Latina que se destacam por suas iniciativas para agregar valor econômico aos seus ecossistemas, considerados entre os mais ricos em biodiversidade do mundo, apontou um relatório do Programa das Nações Unidas para o Desenvolvimento (Pnud).
O Brasil diminuiu em 70% o desmatamento na Região Amazônica em um período de cinco anos. Já a Colômbia tem 40% de seu território composto por áreas de proteção ambiental, destacou nesta segunda-feira, na capital do Peru, Lima, a conselheira do Pnud, Emma Torres.
Outro ponto positivo, apontou Emma, foi o manejo sustentável da pesca da anchova do Peru, onde cada embarcação tem uma cota de captura do pescado, o principal produto de pesca do país.
“A região precisa crescer, como vem fazendo, mas isso precisa acontecer com práticas mais sustentáveis em suas atividades econômicas”, disse a conselheira durante a apresentação do relatório “América Latina e Caribe: Uma Superpotência da Biodiversidade”.
O documento assinalou que os principais custos de práticas não-sustentáveis são uma menor produtividade, subsídios perversos, perda de receita para o setor público e aumento de gastos futuros para remediar o colapso da biodiversidade.
Entre os benefícios do desenvolvimento sustentável, estão a rentabilidade financeira por maior produtividade e o pagamento de serviços ambientais, além da expansão do emprego, oportunidades em novos mercados verdes e a diminuição de danos causados por desastres ambientais.
A América Latina e o Caribe abrigam seis dos países com maior diversidade do mundo: Brasil, Colômbia, Equador, México, Peru e Venezuela, e conta com a área de maior diversidade natural do planeta, a Floresta Amazônica.
O documento destacou ainda as vantagens da agricultura orgânica: a produção de café na Nicarágua elevou a receita dos plantadores em 40%; em Honduras, a produção de milho aumentou 1,9 toneladas ao ano; e no México, a produtividade do milho cresceu 47%.
Durante a apresentação, o ministro de Produção do Peru, Kurt Borneo, afirmou que é preciso buscar o desenvolvimento social e que é preferível ter um ritmo de crescimento mais moderado e com sustentabilidade dos recursos. (Fonte: Portal iG)
Ativistas criticam fórum sobre internet
27 de setembro de 2011|
19h24
Por Agências
Manifestantes pedem mais transparência no Internet Governance Forum
NAIROBI – Ativistas de Internet acusaram governos de causar dificuldades aos usuários da web, defensores dos direitos humanos e empresas privadas na realização de seu trabalho, em função das tentativas estatais de exercer controle sobre o mundo online. Os ativistas se pronunciaram durante o Internet Governance Forum, um evento anual realizado nesta terça-feira em Nairóbi, reunindo empresas, organizações sem fins lucrativos, representantes de governos e cidadãos comuns.
Os ativistas afirmaram que as autoridades estão demonstrando mais ousadia em seus esforços para regulamentar a web, cujo uso facilitou as revoluções árabes, permitiu vazamentos maciços de documentos diplomáticos norte-americanos e facilitou o florescimento do compartilhamento online.
“O que vimos nos últimos três anos é que os governos já não hesitam em suas tentativas de regulamentar o conteúdo de Internet”, disse Joy Liddicoat, coordenadora de projeto da Association for Progressive Communications, da Nova Zelândia, que luta para proteger os direitos das pessoas na Internet e quanto ao seu uso.
Os participantes da reunião afirmaram que os governos estão cada vez mais filtrando e bloqueando o conteúdo da web, conduzindo operações de vigilância e solicitando dados e informações pessoais, em países como o Egito e o Paquistão.
“São essas as questões que gostaríamos de ver discutidas no fórum, e acreditamos que sejam necessárias discussões muito mais abertas e transparentes sobre como devemos responder a esses desafios”, disse Liddicoat.
Os ativistas esperam demonstrar que estão mais capacitados a definir as futuras regras da internet, propulsora importante de crescimento econômico em um mundo à beira da recessão.
Maud de Boer-Buquicchio, vice-secretária geral do Conselho da Europa, uma organização que congrega 47 países e trata principalmente da defesa dos direitos humanos, disse que a crescente relevância da web como ferramenta de comunicações e comércio torna mais urgente que surjam acordos sobre a questão do controle da Internet.
“É um momento importante para definirmos princípios para o controle da internet, no nível das pessoas e organizações que controlam a Internet”, disse de Boer-Buquicchio.
/REUTERS
ACTA será assinado no sábado, em Tóquio
27 de setembro de 2011|
18h01
Por Tatiana de Mello Dias
Termos do acordo internacional antipirataria permanecem incertos
O ACTA, acordo internacional sobre proteção da propriedade intelectual, já tem data para ser assinado: próximo sábado. O Anti-Counterfeiting Trade Agreement (ACTA) será assinado em Tóquio por representantes do Japão, Austrália, EUA, Canadá, Coreia do Sul, União Européia, Marrocos, Singapura e Nova Zelândia. Quem divulgou a informação foi o Ministério da Negócios Estrangeiros do Japão.
O acordo ficará aberto à assinatura de outros países até 1º de maio de 2013. O acordo internacional pretende unificar as normas de combate à pirataria de produtos de luxo, filmes, músicas e outros produtos em todo o mundo.
O ACTA é criticado por ter sido negociado às escuras. Entidades de proteção aos direitos civis protestaram contra o texto e a maneira como o texto foi redigido, que determinava uma série de medidas contra a pirataria. OS EUA foram responsáveis por sugerir as mais duras delas: desconectar a internet de quem consumisse conteúdo ilegal e adoção de DRM, entre outras. As medidas foram afrouxadas, mas ainda não está claro quais serão as medidas antipiratarias propostas pelo acordo internacional.
Ainda são cogitados, por exemplo, que os provedores de acesso ‘previnam infrações’ com a desconexão. Além disso, medidas como gravar um vídeo na sala de cinema poderiam ser classificados como “infração intencional de copyright em escala comercial”.
Alguns dos termos das negociações só foram à tona porque vazaram troca de correspondências entre os representantes dos países signatários. Um responsável pela Suécia chegou a declarar que a “questão de sigilo tem sido muito danosa para o clima de negociações” no país.
O chefe da organização Public Knowledge, Gigi Sohn, disse em comunicado que o texto final do acordo foi melhorado em relação às versões anteriores, mas o processo de construção foi “extremamente falho”. Para ele, o ACTA deveria ter sido debatido publicamente no Senado, ou em um fórum internacional aberto e transparente.
O Brasil não participa das negociações do acordo. O temor, porém, é que o ACTA sirva como instrumento de pressão para mudar as leis internacionalmente – e fazer com que os países assinem os termos com o texto já finalizado.
http://blogs.estadao.com.br/link/acta-sera-assinado-no-sabado/
Sunday, September 18, 2011
Cresce a oferta de cursos a distância nas empresas
CAMILA MENDONÇA
DE SÃO PAULO
De olho em uma capacitação mais dinâmica de seus funcionários, as empresas brasileiras têm investido mais em treinamentos a distância.
De acordo com o último censo da Abed (Associação Brasileira de Educação a Distância), de 2010, divulgado no dia 1ë deste mês, 35 empresas que ofertaram cursos corporativos aos funcionários concederam 724 treinamentos não presenciais --365 para profissionais de nível operacional. Em 2009, 23 companhias deram 561 cursos.
O número de universidades corporativas que disponibilizam ensino a distância, por sua vez, passou de 35 em 2007 para 99 em 2009.
"A flexibilidade da educação a distância permite que mais gente seja treinada em menos tempo", avalia Ivete Palange, consultora da Abed.
Para empresas e consultores, reduzir custos e agilizar e uniformizar o treinamento são os motivos da alta. "Hoje há uma garotada [nas empresas] que aceita melhor [o treinamento a distância]", frisa Sérgio Mônaco, gerente de treinamento e desenvolvimento do Hay Group Brasil.
Os números confirmam essa aceitação Ða quantidade de participantes dos cursos subiu 71,4% nos últimos três anos, segundo a Abed. O crescimento ainda se explica pelo fato de 19 das 35 empresas consultadas pela associação terem cursos obrigatórios.
A flexibilidade atrai Mariane Camargo, 31, representante de vendas da Smart Technologies. "Faço o treinamento de onde quer que esteja", conta ela, que diz realizar cerca de 50 cursos por ano.
Diogo Shiraiwa/Editoria de Arte/Folhapress
TREINAMENTO EXIGE ATENÇÃO
Para ajudar os funcionários a conhecer melhor os produtos que vendem, a GGD Metals, de aços e metais, realizou treinamento de seis meses em sua universidade corporativa unindo cursos a distância e presenciais.
"O 'e-learning' é mais rápido e mais fácil, mas não dispensa o treinamento presencial", opina Gisele Irikura, 35, gerente de RH.
Vanderlei Bassi, 46, gerente regional de vendas da empresa, fez o curso, mas diz que o presencial é mais efetivo. "No on-line, você não tem resposta imediata", afirma.
Isadora Brant/Folhapress
Mariane Camargo diz fazer cerca de 50 cursos a distância por ano pela empresa
A troca de experiências é uma das vantagens do modelo presencial em relação ao on-line, reforça Lucila Yanaguita, consultora da Search. "O ideal seria um misto dos dois", opina Yanaguita.
O que também dificulta a adaptação de profissionais ao ensino virtual é a necessidade de disciplina para cumprir tarefas sem a supervisão presencial do professor.
"É preciso saber organizar o tempo para realizar as atividades, e essa autonomia algumas pessoas ainda não têm", pondera Elaine Turk Faria, professora da PUC-RS (Pontifícia Universidade Católica do Rio Grande do Sul).
Na Panalpina, de logística, os funcionários têm 32 cursos a distância à disposição, entre obrigatórios e opcionais, e ainda contam com treinamentos presenciais.
ABRANGÊNCIA
Maicon Lopes, 32, analista de novos projetos da empresa, destaca que o curso a distância "facilitou" sua rotina, mas frisa que a "interação" do presencial é mais eficaz.
"[Os cursos a distância] são mais efetivos porque atingem mais empregados", diz Ildeu Vellasco, 46, diretor de RH.
Ladmir Carvalho, 48, diretor-executivo da Alterdata Software, que há cinco anos adotou os cursos a distância nos treinamentos, concorda: "Agilizamos a preparação dos funcionários".
Programador da empresa, Douglas Delati, 39, conta que a vontade de concluir uma graduação a distância -ele ainda não tem formação superior- cresceu depois do treinamento. "Aumentou minha certeza de que é efetivo, com a vantagem de que não preciso me deslocar."
Wednesday, September 14, 2011
Alphagraphics do Brasil é destaque da rede
Com faturamento de US$ 38 mi, empresa se reposiciona e está de cara nova
Roseani Rocha| »
12 de Setembro de 2011 • 19:00
Brasil já é segundo maior faturamento da Alphagraphics no mundo. Crédito: Divulgação
Fundada há 40 anos, nos Estados Unidos, a Alphagraphics está passando pela primeira vez por uma grande remodelagem de sua marca, resultante de seu novo posicionamento no mercado de impressão rápida.
A nova logomarca, elaborada pelo escritório Colman, Brohan & Davis, tem linhas e ângulos “clean”, que têm objetivo de transmitir maior sofisticação e contemporaneidade, sob inspiração das tecnologias, plataformas e canais que surgem a cada momento. À marca foi acrescentada a mensagem “Increase your reach” (amplie seus resultados), atendendo a proposta da empresa em oferecer aos profissionais de marketing todas as soluções em serviços, produtos e tecnologias para suas campanhas.
No Brasil, a empresa atua desde 1990, possui 23 unidades e seu faturamento já é o segundo maior do mundo, atrás somente da matriz norte-americana, que possui 250 lojas e fatura US$ 250 milhões. De julho de 2010 a junho de 2011, o faturamento da empresa no Brasil foi de US$ 38 milhões – crescimento de 38,9%. Entre os 10 maiores franqueados da Alphagraphics no mundo estão três brasileiros, todos localizados em São Paulo (donos das unidades Faria Lima, Vila Olímpia, Bela Vista, Berrini, CENU e Pinheiros). A unidade mais recente será inaugurada nesta quinta-feira, 15, em Jundiaí, interior paulista. E dia 11 de outubro será a vez de uma nova unidade, em Fortaleza (CE).
“Nossa expectativa é crescer 25% no mínimo este ano, e estamos conseguindo”, destacou Rodrigo Abreu, vice-presidente de Marketing e Internacional da Alphagraphics. O brasileiro, aliás, divide seu tempo entre Brasil e EUA. Com 700 funcionários em território nacional, a empresa orienta sua expansão para as capitais onde ainda não está presente, sendo os alvos principais hoje: Belo Horizonte, Porto Alegre e Curitiba. Outras cidades importantes do interior também estão no radar de expansão da Alphagraphics que atua por sistema de franquias.
Hoje, o valor médio para uma nova loja é de R$ 800 mil e o tempo estimado para que o investimento se pague é de 36 a 40 meses. E quem entra no negócio nesse momento fará parte de uma empresa que pretende mostrar aos clientes que engloba todas as soluções de comunicação e impressão digital. “Em impressão digital atuamos no b2b e somos considerados líderes pelo mercado. E em marketing direto e impressão offset temos muitos concorrentes locais”, explicou Rodrigo Abreu.
O executivo destaca ainda que não enxerga mais a impressão trabalhando sozinha e por isso a Alphagraphics começou a incorporar as mídias digitais. Se um cliente solicita a impressão de uma apostila para um evento, pode também fazer a versão digital e um mobile app. “Estaremos cada vez mais envolvidos com o resultado final do trabalho para nossos clientes, em vez de só copiar ou imprimir. Enxergamos todas as mídias integradas e queremos que os clientes nos vejam como provedor dessas mídias”, destacou.
A expectativa é de que os novos produtos e serviços representem 20% do faturamento mundial da companhia até 2014, ou seja US$ 100 milhões, de um total de US$ 500 milhões (com a mesma proporção na operação brasileira). Além de EUA e Brasil, a companhia possui outras 15 unidades distribuídas por Inglaterra, Hong Kong, Arábia Saudita, China e México.
Roseani Rocha| »
12 de Setembro de 2011 • 19:00
Brasil já é segundo maior faturamento da Alphagraphics no mundo. Crédito: Divulgação
Fundada há 40 anos, nos Estados Unidos, a Alphagraphics está passando pela primeira vez por uma grande remodelagem de sua marca, resultante de seu novo posicionamento no mercado de impressão rápida.
A nova logomarca, elaborada pelo escritório Colman, Brohan & Davis, tem linhas e ângulos “clean”, que têm objetivo de transmitir maior sofisticação e contemporaneidade, sob inspiração das tecnologias, plataformas e canais que surgem a cada momento. À marca foi acrescentada a mensagem “Increase your reach” (amplie seus resultados), atendendo a proposta da empresa em oferecer aos profissionais de marketing todas as soluções em serviços, produtos e tecnologias para suas campanhas.
No Brasil, a empresa atua desde 1990, possui 23 unidades e seu faturamento já é o segundo maior do mundo, atrás somente da matriz norte-americana, que possui 250 lojas e fatura US$ 250 milhões. De julho de 2010 a junho de 2011, o faturamento da empresa no Brasil foi de US$ 38 milhões – crescimento de 38,9%. Entre os 10 maiores franqueados da Alphagraphics no mundo estão três brasileiros, todos localizados em São Paulo (donos das unidades Faria Lima, Vila Olímpia, Bela Vista, Berrini, CENU e Pinheiros). A unidade mais recente será inaugurada nesta quinta-feira, 15, em Jundiaí, interior paulista. E dia 11 de outubro será a vez de uma nova unidade, em Fortaleza (CE).
“Nossa expectativa é crescer 25% no mínimo este ano, e estamos conseguindo”, destacou Rodrigo Abreu, vice-presidente de Marketing e Internacional da Alphagraphics. O brasileiro, aliás, divide seu tempo entre Brasil e EUA. Com 700 funcionários em território nacional, a empresa orienta sua expansão para as capitais onde ainda não está presente, sendo os alvos principais hoje: Belo Horizonte, Porto Alegre e Curitiba. Outras cidades importantes do interior também estão no radar de expansão da Alphagraphics que atua por sistema de franquias.
Hoje, o valor médio para uma nova loja é de R$ 800 mil e o tempo estimado para que o investimento se pague é de 36 a 40 meses. E quem entra no negócio nesse momento fará parte de uma empresa que pretende mostrar aos clientes que engloba todas as soluções de comunicação e impressão digital. “Em impressão digital atuamos no b2b e somos considerados líderes pelo mercado. E em marketing direto e impressão offset temos muitos concorrentes locais”, explicou Rodrigo Abreu.
O executivo destaca ainda que não enxerga mais a impressão trabalhando sozinha e por isso a Alphagraphics começou a incorporar as mídias digitais. Se um cliente solicita a impressão de uma apostila para um evento, pode também fazer a versão digital e um mobile app. “Estaremos cada vez mais envolvidos com o resultado final do trabalho para nossos clientes, em vez de só copiar ou imprimir. Enxergamos todas as mídias integradas e queremos que os clientes nos vejam como provedor dessas mídias”, destacou.
A expectativa é de que os novos produtos e serviços representem 20% do faturamento mundial da companhia até 2014, ou seja US$ 100 milhões, de um total de US$ 500 milhões (com a mesma proporção na operação brasileira). Além de EUA e Brasil, a companhia possui outras 15 unidades distribuídas por Inglaterra, Hong Kong, Arábia Saudita, China e México.
Friday, September 09, 2011
Físico usa probabilidades para mostrar como o acaso influencia o mundo
Leonard Mlodinow cita escritores famosos, que tiveram até 26 recusas antes de brilhar, para defender que persistência é grande fator de sucesso
Raphael Gomide, iG Rio de Janeiro | 09/09/2011 05:59
O físico Leonard Mlodinow, autor de "O Andar do Bêbado", veio ao Rio para a Bienal
O físico norte-americano Leonard Mlodinow, 56 anos, é um produto do acaso, ou da sorte. Ele só nasceu porque seu pai foi um improvável sobrevivente de campo de concentração nazista na 2ª Guerra Mundial e perdeu a mulher e os dois filhos durante o conflito. O velho Mlodinow esteve a um instante de ser assassinado após, faminto, roubar um pão na padaria do campo de concentração – por algum motivo, salvou-se e foi designado para a padaria. Acabada a guerra, emigrou para os Estados Unidos, onde se uniu a uma moça judia, refugiada.
"Se não fosse pela guerra, meu pai nunca teria emigrado para Nova York, nunca teria conhecido minha mãe, também refugiada, e nunca teria gerado a mim e aos meus dois irmãos", escreve.
É justamente o acaso, ou a aleatoriedade, o tema de “O Andar do Bêbado” (Zahar, R$ 42 nas livrarias e R$ 34,50 na Bienal do Livro), best-seller escrito por Leonard Mlodinow, que usa as probabilidades para explicar como muitos dos acontecimentos que mudam a nossa vida acontecem sem uma lógica clara. O físico está no Rio para a Bienal do Livro, para participar de um café literário nesta quinta-feira (8). O livro já vendeu 200 mil exemplares nos EUA e cerca de 100 mil no Brasil.
De acordo com Mlodinow – autor de cinco livros, mais dois no prelo –, “o acaso afeta tudo que você faz e muda muitos e importantes momentos de definição em sua vida”.
O físico escritor cita casos como o da escritora J.K.Rowling, que teve o primeiro livro Harry Potter recusado por nove editoras, e John Grisham, de “A Firma”, cujos manuscritos foram rejeitados 26 vezes, para afirmar que frequentemente o aleatório faz com que a arma que nos resta seja a persistência. “É por isso que as pessoas bem-sucedidas em todas as áreas quase sempre fazem parte de um certo conjunto – o conjunto das pessoas que não desistem”, diz, no livro.
Citando Thomas Watson, ele diz que “se quiser ser bem-sucedido, duplique a sua taxa de fracassos”. É matemática, ou probabilidade: quanto maior o número de tentativas, maiores as chances de se conseguir algo.
Usando as leis de probabilidades, mostra como estava errado um exame de sangue que o apontou como HIV positivo em 1989, embora não fizesse parte de nenhum “grupo de risco”. Tomando por base o fato de que ele estava fora de qualquer grupo de risco e de que apenas 1 a cada 10.000 homens brancos heterossexuais não-usuários de drogas tinha HIV, chegou à conclusão de que havia apenas 1 chance em 1000 de que estivesse contaminado, e não o contrário.
A autora de Harry Potter, J. K. Rowling, teve o primeiro livro da série recusado nove vezes
A partir das probabilidades como ferramenta principal, Mlodinow diz que a confiança que temos em testes médicos – ou de antidoping, para atletas, por exemplo – deve ser na medida de sua imprecisão, ou margem de erro. Segundo ele, as taxas de falha desses exames muitas vezes podem variar de 1% a até 15%, dependendo do caso.
E afirma que a chance de se ganhar na loteria nos EUA é a mesma de se morrer em um acidente de carro a caminho da compra do bilhete.
Foi assim, por vezes se assombrando com a própria experiência e por outras se divertindo, costurando a história de teorias matemáticas com exemplos práticos, que o físico escreveu o bem-humorado “O Andar do Bêbado” – síntese da aleatoriedade, o ébrio parece sempre estar a um ponto de cair, mas o próximo passo é imprevisível.
Leia abaixo alguns trechos da entrevista do iG com Leonard Mlodinow.
iG - Com tanto acaso no mundo, a sorte existe?
Leonard Mlodinow - Claro, a sorte existe. Se acontece em seu favor, você pode considerar sorte. Se eu lhe oferecer US$ 100 se uma moeda der ‘cara’, e der, isso pode ser considerado sorte; se der ‘coroa’, é azar.
iG - De acordo com um conceito que o sr. cita, a probabilidade de um evento acontecer ao mesmo tempo de outro é sempre menor do que a probabilidade de um evento acontecer independentemente. Então, se uma pessoa for mentir ao chefe por estar atrasado para o trabalho, ele será mais convincente se der só uma desculpa, em vez de dizer que estava trânsito, o pneu furou e a mulher quebrou a perna...?
Leonard Mlodinow - É melhor dar só uma desculpa. O chefe pode pensar: essas são todas coisas raras e todas elas aconteceram com você hoje? ‘Ok, trânsito é comum, pneu furado acontece em 1/100 casos, e a mulher quebrou a perna...’ Junta tudo. Soa muito menos provável. Quando falamos algo muito específico, soa mais provável, mas na verdade é muito menos provável de acontecer. Mentiras vagas são melhores.
iG - Qual a chance de uma superstição dar certo?
Leonard Mlodinow - Superstições são baseadas em coincidências ou no que você quer acreditar. As pessoas gostam de achar que tem controle. Se um jogador de futebol põe as meias ao contrário e faz dois gols ele pode achar que foi por isso. Quando se tem uma teoria, há uma tendência de acreditar no que a confirma e desacreditar o que a refuta.
iG - É possível que o acaso esteja apenas seguindo uma certa “lei” do universo que simplesmente ainda desconhecemos?
Leonard Mlodinow - Claro. Primeiro, no nosso dia-a-dia não há acaso real. Está tudo baseado no nosso desconhecimento. Se uma pessoa for atravessar a rua e for atropelada, se ela soubesse que viesse naquela hora um motorista bêbado, poderia evitar. Mas não se sabe essas coisas, então vira o acaso. Se os fundamentos da física estão corretos, há uma certa aleatoriedade na física quântica que não se poderia nunca prever, mas isso não é a vida cotidiana, que segue as leis de Newton.
iG - O sr. diz que nunca se deveria julgar as pessoas pelos resultados, mas é assim que estamos acostumados a fazer.
Leonard Mlodinow - Essa é a maneira preguiçosa de se avaliar alguém, é a maneira mais fácil. Um jogador de futebol com sorte pode ter um ano maravilhoso e depois nunca mais repeti-lo. As estatísticas daquele ano o levariam a ser contratado para um grande time e a receber milhões. É assim também no ramo dos executivos. Mas convém julgar as pessoas mais pelos seus talentos do que por seus resultados.
iG - No livro, o sr. cita Thomas Watson, dizendo que “se quiser ser bem sucedido, duplique a sua taxa de fracassos”. Essa é a receita do sucesso, não desistir nunca?
Leonard Mlodinow - Não digo que seja a receita do sucesso nem que deva regular a vida de ninguém. Mas é muito importante e reconfortante, porque todos nós fracassamos. O negócio é continuar tentando, como o coelhinho da propaganda da Duracell.
iG - A partir de exemplos que o sr. citou no livro, testes médicos com resultados equivocados são mais comuns do que imaginamos. Isso significa que não devemos confiar neles?
Leonard Mlodinow - Sim, devemos confiar neles, mas da mesma maneira que confiamos em uma pesquisa de opinião, dentro de suas margens de erro.
iG - Quando o sr. recebeu o teste com HIV positivo começou a fazer as probabilidades de estar errado? O sr. se deu conta do erro do teste logo?
Leonard Mlodinow - Só me dei conta semanas depois. Fiz um monte de testes e depois disseram que eu estava bem. Por algumas semanas foi horrível. Eu nem pensei nisso. Só depois me dei conta disso e fiz os cálculos. Entre homens brancos, heterossexuais e não-usuários de drogas injetáveis, as chances de contaminação eram de 1 em 10.000, e ocorriam 10 falsos positivos em 10.000 testes. Então, na ocasião, a chance de eu não estar contaminado era de 10/11.
iG - Para o uso prático, o que é mais útil aprender: probabilidades ou estatística?
Leonard Mlodinow - Ambos.
iG - O sr. estava no World Trade Center no dia 11 de setembro de 2001 e sobreviveu. O que estava fazendo lá?
Leonard Mlodinow - Tinha levado meu filho ao jardim de infância, estava do lado de fora. Eu morava a um bloco dali. Estava ali todo dia, então minhas chances de estar ali eram maiores do que a da maioria. Tinha muito pouca gente nos prédios àquela hora. Se o ataque fosse mais tarde, teria dez vezes mais gente. A maioria das pessoas não chegam para trabalhar às 8h30.
iG - O sr. critica rankings feitos por experts em vinhos e comida. Eles são imprecisos em suas análises?
Leonard Mlodinow - É como todo o resto, olhe para a margem de erro deles. Um desses experts admitiu para mim: ‘É, a margem é de três ou quatro pontos, em 100. Então, quando se compra um vinho cuja nota é 91, poderia ser 88 ou 94. Se for 94, você gastará mais US$ 20 do que se for 88. Um dia é 88, outro é 91, outro é 94. Um 96 é provavelmente melhor que um 86. Eu tento ignorar essas classificações, porque mesmo que você saiba que não há diferença é difícil ignorar. É a mesma coisa com o truque de preços US$ 19,99. São US$ 20. Mas US$ 19,99 soa muito mais barato que US$ 20. Eu repito para mim mesmo: US$ 20. É difícil não se impressionar, mas deve-se tentar.
iG - Quais são as chances de que Deus exista, em sua opinião?
Leonard Mlodinow - Não tenho nenhuma ideia. Eu não tenho nenhuma razão para acreditar que exista. Não quer dizer que não é verdade. Mas também não digo que tenha alguma razão para dizer que não exista. Como muitas coisas, não tenho razão para dizer que não é verdade. Eu poderia acreditar que vou ganhar na loteria, e isso me faria muito feliz, como meu pai, que comprava um bilhete todo dia. Ele nunca venceu, mas isso o fez feliz.
iG - O sr. nunca lhe disse quais eram as verdadeiras chances que ele tinha?
Leonard Mlodinow - Não, eu lhe comprava bilhetes! É um jeito mais barato de se ter esperança que a religião. E ninguém morre disso... Na verdade, morre, sim... Mostro no livro que tantas pessoas morrem no caminho para comprar bilhete, em acidentes de carro, quanto ganham na loteria. Eu calculei isso. Para cada vencedor, um morre em acidente indo comprar um bilhete, com base em dados do Departamento Nacional de Trânsito dos EUA.
Raphael Gomide, iG Rio de Janeiro | 09/09/2011 05:59
O físico Leonard Mlodinow, autor de "O Andar do Bêbado", veio ao Rio para a Bienal
O físico norte-americano Leonard Mlodinow, 56 anos, é um produto do acaso, ou da sorte. Ele só nasceu porque seu pai foi um improvável sobrevivente de campo de concentração nazista na 2ª Guerra Mundial e perdeu a mulher e os dois filhos durante o conflito. O velho Mlodinow esteve a um instante de ser assassinado após, faminto, roubar um pão na padaria do campo de concentração – por algum motivo, salvou-se e foi designado para a padaria. Acabada a guerra, emigrou para os Estados Unidos, onde se uniu a uma moça judia, refugiada.
"Se não fosse pela guerra, meu pai nunca teria emigrado para Nova York, nunca teria conhecido minha mãe, também refugiada, e nunca teria gerado a mim e aos meus dois irmãos", escreve.
É justamente o acaso, ou a aleatoriedade, o tema de “O Andar do Bêbado” (Zahar, R$ 42 nas livrarias e R$ 34,50 na Bienal do Livro), best-seller escrito por Leonard Mlodinow, que usa as probabilidades para explicar como muitos dos acontecimentos que mudam a nossa vida acontecem sem uma lógica clara. O físico está no Rio para a Bienal do Livro, para participar de um café literário nesta quinta-feira (8). O livro já vendeu 200 mil exemplares nos EUA e cerca de 100 mil no Brasil.
De acordo com Mlodinow – autor de cinco livros, mais dois no prelo –, “o acaso afeta tudo que você faz e muda muitos e importantes momentos de definição em sua vida”.
O físico escritor cita casos como o da escritora J.K.Rowling, que teve o primeiro livro Harry Potter recusado por nove editoras, e John Grisham, de “A Firma”, cujos manuscritos foram rejeitados 26 vezes, para afirmar que frequentemente o aleatório faz com que a arma que nos resta seja a persistência. “É por isso que as pessoas bem-sucedidas em todas as áreas quase sempre fazem parte de um certo conjunto – o conjunto das pessoas que não desistem”, diz, no livro.
Citando Thomas Watson, ele diz que “se quiser ser bem-sucedido, duplique a sua taxa de fracassos”. É matemática, ou probabilidade: quanto maior o número de tentativas, maiores as chances de se conseguir algo.
Usando as leis de probabilidades, mostra como estava errado um exame de sangue que o apontou como HIV positivo em 1989, embora não fizesse parte de nenhum “grupo de risco”. Tomando por base o fato de que ele estava fora de qualquer grupo de risco e de que apenas 1 a cada 10.000 homens brancos heterossexuais não-usuários de drogas tinha HIV, chegou à conclusão de que havia apenas 1 chance em 1000 de que estivesse contaminado, e não o contrário.
A autora de Harry Potter, J. K. Rowling, teve o primeiro livro da série recusado nove vezes
A partir das probabilidades como ferramenta principal, Mlodinow diz que a confiança que temos em testes médicos – ou de antidoping, para atletas, por exemplo – deve ser na medida de sua imprecisão, ou margem de erro. Segundo ele, as taxas de falha desses exames muitas vezes podem variar de 1% a até 15%, dependendo do caso.
E afirma que a chance de se ganhar na loteria nos EUA é a mesma de se morrer em um acidente de carro a caminho da compra do bilhete.
Foi assim, por vezes se assombrando com a própria experiência e por outras se divertindo, costurando a história de teorias matemáticas com exemplos práticos, que o físico escreveu o bem-humorado “O Andar do Bêbado” – síntese da aleatoriedade, o ébrio parece sempre estar a um ponto de cair, mas o próximo passo é imprevisível.
Leia abaixo alguns trechos da entrevista do iG com Leonard Mlodinow.
iG - Com tanto acaso no mundo, a sorte existe?
Leonard Mlodinow - Claro, a sorte existe. Se acontece em seu favor, você pode considerar sorte. Se eu lhe oferecer US$ 100 se uma moeda der ‘cara’, e der, isso pode ser considerado sorte; se der ‘coroa’, é azar.
iG - De acordo com um conceito que o sr. cita, a probabilidade de um evento acontecer ao mesmo tempo de outro é sempre menor do que a probabilidade de um evento acontecer independentemente. Então, se uma pessoa for mentir ao chefe por estar atrasado para o trabalho, ele será mais convincente se der só uma desculpa, em vez de dizer que estava trânsito, o pneu furou e a mulher quebrou a perna...?
Leonard Mlodinow - É melhor dar só uma desculpa. O chefe pode pensar: essas são todas coisas raras e todas elas aconteceram com você hoje? ‘Ok, trânsito é comum, pneu furado acontece em 1/100 casos, e a mulher quebrou a perna...’ Junta tudo. Soa muito menos provável. Quando falamos algo muito específico, soa mais provável, mas na verdade é muito menos provável de acontecer. Mentiras vagas são melhores.
iG - Qual a chance de uma superstição dar certo?
Leonard Mlodinow - Superstições são baseadas em coincidências ou no que você quer acreditar. As pessoas gostam de achar que tem controle. Se um jogador de futebol põe as meias ao contrário e faz dois gols ele pode achar que foi por isso. Quando se tem uma teoria, há uma tendência de acreditar no que a confirma e desacreditar o que a refuta.
iG - É possível que o acaso esteja apenas seguindo uma certa “lei” do universo que simplesmente ainda desconhecemos?
Leonard Mlodinow - Claro. Primeiro, no nosso dia-a-dia não há acaso real. Está tudo baseado no nosso desconhecimento. Se uma pessoa for atravessar a rua e for atropelada, se ela soubesse que viesse naquela hora um motorista bêbado, poderia evitar. Mas não se sabe essas coisas, então vira o acaso. Se os fundamentos da física estão corretos, há uma certa aleatoriedade na física quântica que não se poderia nunca prever, mas isso não é a vida cotidiana, que segue as leis de Newton.
iG - O sr. diz que nunca se deveria julgar as pessoas pelos resultados, mas é assim que estamos acostumados a fazer.
Leonard Mlodinow - Essa é a maneira preguiçosa de se avaliar alguém, é a maneira mais fácil. Um jogador de futebol com sorte pode ter um ano maravilhoso e depois nunca mais repeti-lo. As estatísticas daquele ano o levariam a ser contratado para um grande time e a receber milhões. É assim também no ramo dos executivos. Mas convém julgar as pessoas mais pelos seus talentos do que por seus resultados.
iG - No livro, o sr. cita Thomas Watson, dizendo que “se quiser ser bem sucedido, duplique a sua taxa de fracassos”. Essa é a receita do sucesso, não desistir nunca?
Leonard Mlodinow - Não digo que seja a receita do sucesso nem que deva regular a vida de ninguém. Mas é muito importante e reconfortante, porque todos nós fracassamos. O negócio é continuar tentando, como o coelhinho da propaganda da Duracell.
iG - A partir de exemplos que o sr. citou no livro, testes médicos com resultados equivocados são mais comuns do que imaginamos. Isso significa que não devemos confiar neles?
Leonard Mlodinow - Sim, devemos confiar neles, mas da mesma maneira que confiamos em uma pesquisa de opinião, dentro de suas margens de erro.
iG - Quando o sr. recebeu o teste com HIV positivo começou a fazer as probabilidades de estar errado? O sr. se deu conta do erro do teste logo?
Leonard Mlodinow - Só me dei conta semanas depois. Fiz um monte de testes e depois disseram que eu estava bem. Por algumas semanas foi horrível. Eu nem pensei nisso. Só depois me dei conta disso e fiz os cálculos. Entre homens brancos, heterossexuais e não-usuários de drogas injetáveis, as chances de contaminação eram de 1 em 10.000, e ocorriam 10 falsos positivos em 10.000 testes. Então, na ocasião, a chance de eu não estar contaminado era de 10/11.
iG - Para o uso prático, o que é mais útil aprender: probabilidades ou estatística?
Leonard Mlodinow - Ambos.
iG - O sr. estava no World Trade Center no dia 11 de setembro de 2001 e sobreviveu. O que estava fazendo lá?
Leonard Mlodinow - Tinha levado meu filho ao jardim de infância, estava do lado de fora. Eu morava a um bloco dali. Estava ali todo dia, então minhas chances de estar ali eram maiores do que a da maioria. Tinha muito pouca gente nos prédios àquela hora. Se o ataque fosse mais tarde, teria dez vezes mais gente. A maioria das pessoas não chegam para trabalhar às 8h30.
iG - O sr. critica rankings feitos por experts em vinhos e comida. Eles são imprecisos em suas análises?
Leonard Mlodinow - É como todo o resto, olhe para a margem de erro deles. Um desses experts admitiu para mim: ‘É, a margem é de três ou quatro pontos, em 100. Então, quando se compra um vinho cuja nota é 91, poderia ser 88 ou 94. Se for 94, você gastará mais US$ 20 do que se for 88. Um dia é 88, outro é 91, outro é 94. Um 96 é provavelmente melhor que um 86. Eu tento ignorar essas classificações, porque mesmo que você saiba que não há diferença é difícil ignorar. É a mesma coisa com o truque de preços US$ 19,99. São US$ 20. Mas US$ 19,99 soa muito mais barato que US$ 20. Eu repito para mim mesmo: US$ 20. É difícil não se impressionar, mas deve-se tentar.
iG - Quais são as chances de que Deus exista, em sua opinião?
Leonard Mlodinow - Não tenho nenhuma ideia. Eu não tenho nenhuma razão para acreditar que exista. Não quer dizer que não é verdade. Mas também não digo que tenha alguma razão para dizer que não exista. Como muitas coisas, não tenho razão para dizer que não é verdade. Eu poderia acreditar que vou ganhar na loteria, e isso me faria muito feliz, como meu pai, que comprava um bilhete todo dia. Ele nunca venceu, mas isso o fez feliz.
iG - O sr. nunca lhe disse quais eram as verdadeiras chances que ele tinha?
Leonard Mlodinow - Não, eu lhe comprava bilhetes! É um jeito mais barato de se ter esperança que a religião. E ninguém morre disso... Na verdade, morre, sim... Mostro no livro que tantas pessoas morrem no caminho para comprar bilhete, em acidentes de carro, quanto ganham na loteria. Eu calculei isso. Para cada vencedor, um morre em acidente indo comprar um bilhete, com base em dados do Departamento Nacional de Trânsito dos EUA.
6 dicas para criar um logo de impacto para sua empresa
Conhecer bem o público alvo e a concorrência é fundamental para desenvolver uma marca de sucesso
Daniela Moreira, de
São Paulo - A maçã da Apple, o passarinho do Twitter, o “m” do McDonalds. Marcas de sucesso são reconhecidas às distancia por seus logos. Confira, a seguir, dicas de Gustavo Motta, designer e CEO do site de criação colaborativa de logotipos WeDoLogos, para criar um logo de impacto para o seu negócio:
Leia Mais
1. Conheça bem seu negócio
Segundo Motta, o autoconhecimento é a chave para criar um logo de sucesso para uma empresa. O empreendedor deve ter claro quais são seus diferenciais e como ele quer se apresentar ao mercado para que isso possa ser traduzido na sua marca. “Na fase inicial do negócio, é comum o empreendedor ficar muito focado no produto e esquecer-se de olhar o mercado. Por isso, ele acaba não tendo uma visão muito clara de quem é a sua empresa”, destaca o especialista.
2. Entenda o seu público
Para poder transmitir a imagem mais adequada do seu negócio, o empreendedor deve saber quem é o seu cliente e o que ele quer. “A maioria dos briefings colocados no nosso site define o público alvo como ‘todos os clientes’. É impossível agradar ‘todos os clientes’ ao mesmo tempo”, aponta Motta. Conhecer bem o cliente significa saber quais são os seus hábitos, o que ele consome e o que ele almeja. “Definir seu público simplesmente como ‘classe A’ ou ´classe C´ é muito vago. Tente ir mais fundo. ‘Jovens de classe A, descolados, que gostam de ir à praia e viajar’ é uma definição mais útil”, explica o designer.
3. Analise a concorrência
Entender como os concorrentes estão se apresentando também é fundamental para decidir como posicionar-se em relação a eles. “É preciso entender qual é a tendência para pode segui-la ou mesmo ir de encontro a ela”, justifica Motta.
4. Mostre a sua personalidade
A marca deve refletir a personalidade do seu negócio. Você quer vender uma imagem forte ou delicada? Feminina ou masculina? Clássica ou moderna? Estes atributos farão com que o público se identifique (ou não) com o seu negócio. “Para um escritório especializado em direito tributário, por exemplo, uma fonte mais séria é importante para passar credibilidade”, ilustra o especialista.
5. Fique atento às cores
As cores do logo também são importantes aliadas para associar ideias à sua marca, por isso não as escolha ao acaso. “Amarelo remete a juventude, verde a crescimento, azul seriedade”, exemplifica Motta. Ele ressalta, contudo, que essas interpretações variam conforme o contexto cultural.
6. Fuja dos modismos
Observar as tendências é importante, mas evite moldar seu logo apenas de acordo com a onda do momento. “Um tempo atrás, o arco estava em todas as marcas possíveis. Com a web 2.0, brilho, volume e um retângulo arredondado em volta do logo viraram moda”, aponta Motta. Quem adere aos modismos, corre o risco de ficar com uma marca parada no tempo. “Isso pode acarretar custos no futuro para remodelar tudo”, adverte o especialista.
Daniela Moreira, de
São Paulo - A maçã da Apple, o passarinho do Twitter, o “m” do McDonalds. Marcas de sucesso são reconhecidas às distancia por seus logos. Confira, a seguir, dicas de Gustavo Motta, designer e CEO do site de criação colaborativa de logotipos WeDoLogos, para criar um logo de impacto para o seu negócio:
Leia Mais
1. Conheça bem seu negócio
Segundo Motta, o autoconhecimento é a chave para criar um logo de sucesso para uma empresa. O empreendedor deve ter claro quais são seus diferenciais e como ele quer se apresentar ao mercado para que isso possa ser traduzido na sua marca. “Na fase inicial do negócio, é comum o empreendedor ficar muito focado no produto e esquecer-se de olhar o mercado. Por isso, ele acaba não tendo uma visão muito clara de quem é a sua empresa”, destaca o especialista.
2. Entenda o seu público
Para poder transmitir a imagem mais adequada do seu negócio, o empreendedor deve saber quem é o seu cliente e o que ele quer. “A maioria dos briefings colocados no nosso site define o público alvo como ‘todos os clientes’. É impossível agradar ‘todos os clientes’ ao mesmo tempo”, aponta Motta. Conhecer bem o cliente significa saber quais são os seus hábitos, o que ele consome e o que ele almeja. “Definir seu público simplesmente como ‘classe A’ ou ´classe C´ é muito vago. Tente ir mais fundo. ‘Jovens de classe A, descolados, que gostam de ir à praia e viajar’ é uma definição mais útil”, explica o designer.
3. Analise a concorrência
Entender como os concorrentes estão se apresentando também é fundamental para decidir como posicionar-se em relação a eles. “É preciso entender qual é a tendência para pode segui-la ou mesmo ir de encontro a ela”, justifica Motta.
4. Mostre a sua personalidade
A marca deve refletir a personalidade do seu negócio. Você quer vender uma imagem forte ou delicada? Feminina ou masculina? Clássica ou moderna? Estes atributos farão com que o público se identifique (ou não) com o seu negócio. “Para um escritório especializado em direito tributário, por exemplo, uma fonte mais séria é importante para passar credibilidade”, ilustra o especialista.
5. Fique atento às cores
As cores do logo também são importantes aliadas para associar ideias à sua marca, por isso não as escolha ao acaso. “Amarelo remete a juventude, verde a crescimento, azul seriedade”, exemplifica Motta. Ele ressalta, contudo, que essas interpretações variam conforme o contexto cultural.
6. Fuja dos modismos
Observar as tendências é importante, mas evite moldar seu logo apenas de acordo com a onda do momento. “Um tempo atrás, o arco estava em todas as marcas possíveis. Com a web 2.0, brilho, volume e um retângulo arredondado em volta do logo viraram moda”, aponta Motta. Quem adere aos modismos, corre o risco de ficar com uma marca parada no tempo. “Isso pode acarretar custos no futuro para remodelar tudo”, adverte o especialista.
Monday, September 05, 2011
Pergunte ao headhunter: como colocar um frila no currículo?
Julia Viana
segunda-feira, 5 de setembro de 2011
Muitas empresas têm demandas inesperadas de trabalho e, às vezes, precisam contratar empregados temporários. Outras vezes, optam por esse tipo de vínculo porque não podem assumir um novo prestador de serviço dentro da empresa. Seja como for, quem tem esse tipo de ligação com o empregador tem experiências e períodos de trabalho diferentes daqueles vividos por quem é contratado. Consequentemente, a forma de colocar isso no currículo também muda de um caso para outro.
Para saber como agir em três dos casos mais comuns, veja as dicas de Giuliana Hyppolito, consultora da DM Especialistas.
Foi só um job - Caso você tenha desenvolvido apenas um projeto para a empresa, coloque na sua lista de experiências uma seção complementar e descreva lá sua função nesse trabalho. Isso, claro, desde que a experiência esteja relacionada à área em que você está buscando vaga.
É frila, mas é fixo - Caso você trabalhe numa empresa e não seja contratado, descreva como experiência normal. Caso você saiba até quando trabalhará, coloque o caráter temporário da vaga. Sempre apresente os projetos dos quais participou, seus objetivos e os motivos pelos quais você está inserido nesse contexto.
Me chamam de vez em quando - Se você tem um trabalho fixo e, eventualmente, faz uma outra atividade, pode colocar essa experiência esporádica como informação complementar no currículo. Tome cuidado apenas para não gerar confusão com as datas, já que o currículo deve ser organizado cronologicamente. Se não houver afinidade entre as atividades – ou se a experiência eventual não estiver relacionada à área em que você quer trabalhar – é melhor nem citar isso no currículo. O recrutador pode ficar confuso em relação ao que você está buscando ou achar que você não tem muito foco. Se você não um trabalho fixo e faz esses frilas esporádicos, coloque as experiências ordem cronológica, junto com as outras atividades, sem esquecer de esclarecer que se trata de trabalho eventual.
segunda-feira, 5 de setembro de 2011
Muitas empresas têm demandas inesperadas de trabalho e, às vezes, precisam contratar empregados temporários. Outras vezes, optam por esse tipo de vínculo porque não podem assumir um novo prestador de serviço dentro da empresa. Seja como for, quem tem esse tipo de ligação com o empregador tem experiências e períodos de trabalho diferentes daqueles vividos por quem é contratado. Consequentemente, a forma de colocar isso no currículo também muda de um caso para outro.
Para saber como agir em três dos casos mais comuns, veja as dicas de Giuliana Hyppolito, consultora da DM Especialistas.
Foi só um job - Caso você tenha desenvolvido apenas um projeto para a empresa, coloque na sua lista de experiências uma seção complementar e descreva lá sua função nesse trabalho. Isso, claro, desde que a experiência esteja relacionada à área em que você está buscando vaga.
É frila, mas é fixo - Caso você trabalhe numa empresa e não seja contratado, descreva como experiência normal. Caso você saiba até quando trabalhará, coloque o caráter temporário da vaga. Sempre apresente os projetos dos quais participou, seus objetivos e os motivos pelos quais você está inserido nesse contexto.
Me chamam de vez em quando - Se você tem um trabalho fixo e, eventualmente, faz uma outra atividade, pode colocar essa experiência esporádica como informação complementar no currículo. Tome cuidado apenas para não gerar confusão com as datas, já que o currículo deve ser organizado cronologicamente. Se não houver afinidade entre as atividades – ou se a experiência eventual não estiver relacionada à área em que você quer trabalhar – é melhor nem citar isso no currículo. O recrutador pode ficar confuso em relação ao que você está buscando ou achar que você não tem muito foco. Se você não um trabalho fixo e faz esses frilas esporádicos, coloque as experiências ordem cronológica, junto com as outras atividades, sem esquecer de esclarecer que se trata de trabalho eventual.
Friday, August 19, 2011
Seis tendências do BI que nenhuma empresa pode ignorar
Elas são vitais para impulsionar a adesão às ferramentas de Business Intelligence e obter maior retorno do seu investimento.
Michael Corcoran *
Publicada em 13 de agosto de 2011 às 11h45
A tecnologia de Business Intelligence (BI) tem tido um enorme impacto positivo nas empresas. Nos últimos anos, tornou-se uma das tecnologias de software mais implementadas no mundo dos negócios, ajudando gestores e analistas a manterem-se a par das atividades das empresas. Contudo, do ponto de vista do usuário, a tecnologia de BI só agora começa a alcançar o seu potencial.
De fato, identifiquei seis formas que considero vitais para impulsionar a adesão às ferramentas de BI e obter maior retorno do seu investimento.
1: Servir uma audiência mais abrangente
Durante anos ouvimos como o BI está sendo direcionado para as massas. Quanto mais consumidores de informação se tem, maior será o retorno do investimento de BI. Contudo, para verdadeiramente disponibilizar estas aplicações a todos na empresa, é necessário fornecer aos usuários um elevado grau de informação através de uma interface simples, que não exija formação.
Com a informação correta disponível de forma fácil, todos na organização se tornam potenciais decisores, quer seja nos serviços de apoio ao cliente, ou na distribuição, produção, área administrativa, etc. O enfoque do BI passou dos analistas, que necessitam de ferramentas complexas para criar e analisar informação, para os colaboradores, que apenas necessitam aceder a conteúdos significativos rápida e facilmente.
2: Disponibilizar a informação ativa
Apesar de serem necessárias ferramentas de BI profissionais para analistas, esta nova face do BI envolve a disponibilização de informações relevantes aos usuários dentro do contexto das suas atividades diárias. Por exemplo, um colaborador de call center poderá receber um alerta a avisar sobre novos descontos em determinados produtos, para que este possa promovê-los aos clientes. Um representante comercial pode depender da visão de um sistema de BI para detectar pedidos acima de determinado valor para depois recomendar um fornecedor baseando-se em promoções e disponibilidade. Da mesma forma, os representantes comerciais podem receber atualizações sobre assuntos de clientes envolvendo as suas contas, enquanto os representantes de produção recebem alertas sobre o aumento da ordem de volumes, que pode ter impacto na produção.
À medida que a natureza do BI se torna mais operacional tem, igualmente, de se tornar mais previsível. Estes colaboradores não deverão ter que pesquisar relatórios ou submeter consultas. A informação relevante deverá encontrá-los e as aplicações de BI deverão ser desenvolvidas para reagir às atividades operacionais existentes. A tecnologia de integração inserida nesta ferramenta é a chave para estas aplicações de BI, chamado de BI dinâmico: falamos de acessar dados, pesquisar por mensagens, sincronizar acontecimentos de negócio e submeter transações baseadas em um fluxo de trabalho pré-definido. Isto permite que essas aplicações “detectem” acontecimentos e tomem ações de acordo com parâmetros pré-definidos (tais como reenvio de informação para um agente tomar a decisão).
3: Implementar o BI como um serviço
À medida que os ambientes de BI se tornam mais operacionais, as suas capacidades tomam geralmente a forma de serviços que podem ser apresentados através de portais, painéis de controle, etc. Este tipo de aplicação abre uma nova dimensão para a indústria de BI, à medida que as empresas aplicam o conhecimento do seu domínio a uma indústria particular ou vertical.
Por exemplo, além de ajudar empresas a gerir pessoas e pagamentos, algumas empresas de RH estão também oferecendo serviços de armazenamento de dados e de capacidades analíticas, para criar relatórios. Observamos uma tendência semelhante com empresas de cartões de crédito, que deixam comerciantes analisarem os dados de transações geradas para compreender os padrões de compra dos consumidores. O que têm estas aplicações de BI em comum? Estão implementadas como serviços para uma base de clientes existente. Mais importante, todas partem do que é geralmente um centro de custo e o transformam em um centro de lucro.
4: Integração de pesquisas
O valor real da tecnologia de pesquisa revela-se quando se consegue alimentar o serviço de busca a partir de todas as fontes de informação da empresa e analisar resultados ao longo desse percurso. Idealmente, os usuários deverão poder pesquisar o conteúdo empresarial tão facilmente como usam o seu serviço de busca favorito na Web. Isto permitirá que tenham acesso ao conteúdo de BI dinâmico e adicionalmente a fontes de dados estruturados e não estruturados dentro da empresa.
Com a fácil localização de dados relevantes através da pesquisa por palavras-chave simples, a empresa irá obter ganhos significativos de produtividade, pois os usuários gastarão menos tempo para pesquisar a informação.
Infelizmente, a maioria das ferramentas de BI oferece apenas capacidades de pesquisa rudimentares. Trabalham através da construção de um índex consolidado de dados da empresa. Apenas uma pequena quantidade de informação de business intelligence é arquivada, o que limita a utilidade deste modelo.
Ao utilizar tecnologia de integração embutida, o ambiente de BI pode melhorar o valor das pesquisas. Por exemplo, quando uma transação é processada pelo seu sistema ERP, este pode inserir a informação no índex de pesquisa, para que os usuários possam encontrar de imediato os dados quando iniciam as pesquisas. Estes usuários podem começar com pesquisas tipo Google e depois enriquecer com transacções associadas e bases de dados para encontrar informação adicional, correlacionando eventos à medida que continuam.
5: Dar pernas ao BI com aplicações móveis
Os “smartphones” atuais têm telas e teclados que permitem acessar e visualizar facilmente conteúdo enriquecido da Web. À medida que os colaboradores descobrem as capacidades destes dispositivos, solicitam cada vez mais o acesso a dados corporativos. Se conseguem enviar e-mails ou navegar a Web nos seus telefones, porque não podem acessar ao último resultado de vendas ou solicitar um relatório de vendas?
Contudo, ainda se colocam alguns problemas. Uma vez que a memória e poder de processamento da maioria dos dispositivos móveis não corresponde às dos computadores, torna-se crítico entregar apenas a informação relevante. Além disso, as aplicações móveis de BI não deveriam requerer que os usuários instalem nenhum software extra no seu telefone. Os criadores de BI devem ter atenção, pois o cenário ideal é o desenvolvimento de aplicações centralizadas, baseadas na Web, que consigam receber pedidos e introduzir informação facilmente para os usuários móveis.
Claro que mostrar relatórios e alertas é apenas o começo. Para compreender o total potencial de uma solução de BI móvel, os usuários necessitam também conseguir analisar dados. Este é ainda um desafio que só agora começa a ter alguma resposta com os Active Reports.
6: Data warehouses não são a única solução
Os armazéns de dados não devem ser implementados sem uma clara compreensão dos desafios de negócio que são desenhados para resolver. Existem muitas formas de disponibilizar informação exata.
Algumas alternativas a considerar são a derivação de dados diretamente de fontes operacionais (ou uma cópia dessas fontes estabelecidas para relatórios); a inserção de dados no data warehouse à medida que determinadas transações ocorrem; criação de informação desencadeada por determinadas ocorrências na base de dados; ou a utilização de serviços Web para criar relatórios e entregar informação diretamente a usuários de negócio.
As atuais aplicações de BI dinâmicas, operacionais e integradas provam que não se necessita sempre de um data warehouse como fonte para as suas atividades de BI.
Em suma, os atuais ambientes de BI dão às empresas uma nova forma de servir os clientes, interagir com os parceiros de negócio e disponibilizar informação a todos os tipos de usuários – em alguns casos criando até novas linhas de negócio. O BI não envolve meramente a construção de um data warehouse e a disponibilidade de ferramentas para geração de relatórios. Implica uma estrutura preditiva que atenda uma grande parte da empresa utilizando capacidades de análise simples, mas poderosas, inseridas nas rotinas de trabalho.
Os criadores de BI devem empenhar-se para tornar as suas aplicações mais acessíveis através de acesso aos dados em tempo real, análise móvel e pesquisa empresarial – idealmente como parte de uma arquitetura orientada para o serviço. Isto irá permitir ao BI chegar a uma mais vasta audiência e rentabilizar enormemente o investimento realizado.
(*) Michael Corcoran é vice-presidente de Marketing de Produtos da Information Builders.
Michael Corcoran *
Publicada em 13 de agosto de 2011 às 11h45
A tecnologia de Business Intelligence (BI) tem tido um enorme impacto positivo nas empresas. Nos últimos anos, tornou-se uma das tecnologias de software mais implementadas no mundo dos negócios, ajudando gestores e analistas a manterem-se a par das atividades das empresas. Contudo, do ponto de vista do usuário, a tecnologia de BI só agora começa a alcançar o seu potencial.
De fato, identifiquei seis formas que considero vitais para impulsionar a adesão às ferramentas de BI e obter maior retorno do seu investimento.
1: Servir uma audiência mais abrangente
Durante anos ouvimos como o BI está sendo direcionado para as massas. Quanto mais consumidores de informação se tem, maior será o retorno do investimento de BI. Contudo, para verdadeiramente disponibilizar estas aplicações a todos na empresa, é necessário fornecer aos usuários um elevado grau de informação através de uma interface simples, que não exija formação.
Com a informação correta disponível de forma fácil, todos na organização se tornam potenciais decisores, quer seja nos serviços de apoio ao cliente, ou na distribuição, produção, área administrativa, etc. O enfoque do BI passou dos analistas, que necessitam de ferramentas complexas para criar e analisar informação, para os colaboradores, que apenas necessitam aceder a conteúdos significativos rápida e facilmente.
2: Disponibilizar a informação ativa
Apesar de serem necessárias ferramentas de BI profissionais para analistas, esta nova face do BI envolve a disponibilização de informações relevantes aos usuários dentro do contexto das suas atividades diárias. Por exemplo, um colaborador de call center poderá receber um alerta a avisar sobre novos descontos em determinados produtos, para que este possa promovê-los aos clientes. Um representante comercial pode depender da visão de um sistema de BI para detectar pedidos acima de determinado valor para depois recomendar um fornecedor baseando-se em promoções e disponibilidade. Da mesma forma, os representantes comerciais podem receber atualizações sobre assuntos de clientes envolvendo as suas contas, enquanto os representantes de produção recebem alertas sobre o aumento da ordem de volumes, que pode ter impacto na produção.
À medida que a natureza do BI se torna mais operacional tem, igualmente, de se tornar mais previsível. Estes colaboradores não deverão ter que pesquisar relatórios ou submeter consultas. A informação relevante deverá encontrá-los e as aplicações de BI deverão ser desenvolvidas para reagir às atividades operacionais existentes. A tecnologia de integração inserida nesta ferramenta é a chave para estas aplicações de BI, chamado de BI dinâmico: falamos de acessar dados, pesquisar por mensagens, sincronizar acontecimentos de negócio e submeter transações baseadas em um fluxo de trabalho pré-definido. Isto permite que essas aplicações “detectem” acontecimentos e tomem ações de acordo com parâmetros pré-definidos (tais como reenvio de informação para um agente tomar a decisão).
3: Implementar o BI como um serviço
À medida que os ambientes de BI se tornam mais operacionais, as suas capacidades tomam geralmente a forma de serviços que podem ser apresentados através de portais, painéis de controle, etc. Este tipo de aplicação abre uma nova dimensão para a indústria de BI, à medida que as empresas aplicam o conhecimento do seu domínio a uma indústria particular ou vertical.
Por exemplo, além de ajudar empresas a gerir pessoas e pagamentos, algumas empresas de RH estão também oferecendo serviços de armazenamento de dados e de capacidades analíticas, para criar relatórios. Observamos uma tendência semelhante com empresas de cartões de crédito, que deixam comerciantes analisarem os dados de transações geradas para compreender os padrões de compra dos consumidores. O que têm estas aplicações de BI em comum? Estão implementadas como serviços para uma base de clientes existente. Mais importante, todas partem do que é geralmente um centro de custo e o transformam em um centro de lucro.
4: Integração de pesquisas
O valor real da tecnologia de pesquisa revela-se quando se consegue alimentar o serviço de busca a partir de todas as fontes de informação da empresa e analisar resultados ao longo desse percurso. Idealmente, os usuários deverão poder pesquisar o conteúdo empresarial tão facilmente como usam o seu serviço de busca favorito na Web. Isto permitirá que tenham acesso ao conteúdo de BI dinâmico e adicionalmente a fontes de dados estruturados e não estruturados dentro da empresa.
Com a fácil localização de dados relevantes através da pesquisa por palavras-chave simples, a empresa irá obter ganhos significativos de produtividade, pois os usuários gastarão menos tempo para pesquisar a informação.
Infelizmente, a maioria das ferramentas de BI oferece apenas capacidades de pesquisa rudimentares. Trabalham através da construção de um índex consolidado de dados da empresa. Apenas uma pequena quantidade de informação de business intelligence é arquivada, o que limita a utilidade deste modelo.
Ao utilizar tecnologia de integração embutida, o ambiente de BI pode melhorar o valor das pesquisas. Por exemplo, quando uma transação é processada pelo seu sistema ERP, este pode inserir a informação no índex de pesquisa, para que os usuários possam encontrar de imediato os dados quando iniciam as pesquisas. Estes usuários podem começar com pesquisas tipo Google e depois enriquecer com transacções associadas e bases de dados para encontrar informação adicional, correlacionando eventos à medida que continuam.
5: Dar pernas ao BI com aplicações móveis
Os “smartphones” atuais têm telas e teclados que permitem acessar e visualizar facilmente conteúdo enriquecido da Web. À medida que os colaboradores descobrem as capacidades destes dispositivos, solicitam cada vez mais o acesso a dados corporativos. Se conseguem enviar e-mails ou navegar a Web nos seus telefones, porque não podem acessar ao último resultado de vendas ou solicitar um relatório de vendas?
Contudo, ainda se colocam alguns problemas. Uma vez que a memória e poder de processamento da maioria dos dispositivos móveis não corresponde às dos computadores, torna-se crítico entregar apenas a informação relevante. Além disso, as aplicações móveis de BI não deveriam requerer que os usuários instalem nenhum software extra no seu telefone. Os criadores de BI devem ter atenção, pois o cenário ideal é o desenvolvimento de aplicações centralizadas, baseadas na Web, que consigam receber pedidos e introduzir informação facilmente para os usuários móveis.
Claro que mostrar relatórios e alertas é apenas o começo. Para compreender o total potencial de uma solução de BI móvel, os usuários necessitam também conseguir analisar dados. Este é ainda um desafio que só agora começa a ter alguma resposta com os Active Reports.
6: Data warehouses não são a única solução
Os armazéns de dados não devem ser implementados sem uma clara compreensão dos desafios de negócio que são desenhados para resolver. Existem muitas formas de disponibilizar informação exata.
Algumas alternativas a considerar são a derivação de dados diretamente de fontes operacionais (ou uma cópia dessas fontes estabelecidas para relatórios); a inserção de dados no data warehouse à medida que determinadas transações ocorrem; criação de informação desencadeada por determinadas ocorrências na base de dados; ou a utilização de serviços Web para criar relatórios e entregar informação diretamente a usuários de negócio.
As atuais aplicações de BI dinâmicas, operacionais e integradas provam que não se necessita sempre de um data warehouse como fonte para as suas atividades de BI.
Em suma, os atuais ambientes de BI dão às empresas uma nova forma de servir os clientes, interagir com os parceiros de negócio e disponibilizar informação a todos os tipos de usuários – em alguns casos criando até novas linhas de negócio. O BI não envolve meramente a construção de um data warehouse e a disponibilidade de ferramentas para geração de relatórios. Implica uma estrutura preditiva que atenda uma grande parte da empresa utilizando capacidades de análise simples, mas poderosas, inseridas nas rotinas de trabalho.
Os criadores de BI devem empenhar-se para tornar as suas aplicações mais acessíveis através de acesso aos dados em tempo real, análise móvel e pesquisa empresarial – idealmente como parte de uma arquitetura orientada para o serviço. Isto irá permitir ao BI chegar a uma mais vasta audiência e rentabilizar enormemente o investimento realizado.
(*) Michael Corcoran é vice-presidente de Marketing de Produtos da Information Builders.
Três tendências de uso da tecnologia que sua empresa não pode ignorar
Quanto mais você puder antever os cenários tecnológicos, maiores serão as chances de usá-lo de forma criativa para ganhar vantagem competitiva.
Daniel Burrus, InfoWorld/EUA
Publicada em 11 de agosto de 2011 às 08h16
A tecnologia está evoluindo - e rápido. E embora possa não ser fácil manter-se em dia com todas as novidades, sua empresa não pode se concentrar apenas sobre as mudanças que estão acontecendo hoje. Para moldar o futuro da sua organização e da sua indústria você precisa olhar além, para as tendências tecnológicas que estão surgindo no horizonte. Por quê? Porque quanto mais você puder antever os cenários tecnológicos, maiores serão as chances de usá-lo de forma criativa para ganhar vantagem competitiva.
Como alguém que exercitou aos longo dos últimos 25 anos a arte de prever o futuro da tecnologia, exorto todos os líderes de TI a concentrarem suas atenções em três tendências emergentes que irão remodelar o cenário dos negócios como nós o conhecemos.
1. Treinamento just-in-time
Graças a nuvem, estamos à beira de uma revolução na capacitação de pessoal. A tecnologia permitirá que as pessoas usem seus laptops, smartphones e tablets como ferramentas para receber treinamento just-in-time. Em português claro, precisamente na hora em que necessitarem dele para a execução de uma tarefa. No atual modelo de capacitação usado por muitas organizações, as pessoas recebem treinamento para uma variedade de coisas antes que realmente necessitem serem peritos nelas. Isso obriga a temporadas de ausência de suas atividades diárias e a gastos elevados para as empresas. O custo benefício nem sempre compensa. Com o treinamento just-in-time, as empresas podem manter as pessoas no campo, abrindo mão de treinamentos longos, fornecendo a elas em tempo real as informações e habilidade necessárias à conclusão de um trabalho ou de uma tarefa.
Por exemplo, suponha que sua equipe de TI tem que instalar um novo hardware em todos os locais de sua empresa. Novo e complexo, o hardware requer procedimentos de instalação especiais. Em vez de enviar sua equipe de TI para um curso de formação, você pode optar por mantê-la no local de trabalho, sem a formação específica. Quando algum de seus integrantes precisar instalar o hardware ou dar o devido suporte, ele poderá receber o treinamento sobre como fazê-lo em tempo real através de seus dispositivos móveis.
E não para aí. Suponha que o profissional de TI use o módulo de treinamento just-in-time através de um tablet, mas continue com dúvidas sobre um determinado aspecto da instalação. Tudo o que ele tem que fazer é tocar ícone de "ajuda" na tela para se conectar, imediatamente, a um instrutor, via videoconferência. Em vez de apenas reportar a dúvida ao instrutor, o profissional de TI poderá mostrar a ele os procedimentos executados e seus resultados. O instrutor poderá ver remotamente o mesmo que a pessoa da sua equipe vê e dizer a ela exatamente o que fazer, como se ele estivesse presente no local da instalação. Estamos falando de uma economia fantástica e de aumento da eficiência!
Tem mais: a aplicação da tecnologia de treinamento just-in-time vai muito além do auxílio a tarefas corriqueiras como instalação e reparo. Pode ser usada para treinar pessoas em um novo software, informar os vendedores sobre as características de um produto, instruir funcionários sobre as novas políticas e procedimentos, etc. E é diferente e melhor do que um tutorial padrão, porque o treinamento pode ser acessado através de qualquer dispositivo, em qualquer lugar e a qualquer momento.
2. Poder de processamento sob demanda
A maior largura de banda disponível para os nossos dispositivos móveis já nos permite conexão a soluções tecnológicas baseadas na nuvem mais fácil e mais rápido do que nunca. E uma coisa que sabemos sobre a largura de banda é que ele vai continuar aumentando. Por isso, em breve seremos capazes de tirar partido de uma outra tendência que chamo de poder de processamento sob demanda - ou poder de processamento virtualizado.
Um dispositivo móvel tem apenas uma certa quantidade de poder de processamento. Mas se você pode ter acesso a poder de processamento adicional através de nuvem, você pode transformar seu celular em um super computador onde será possível fazer simulações avançadas, cruzamentos e análises de dados em tempo real.
Seu dispositivo portátil é tão poderoso e avançado como o seu desktop. Imagine o aumento da produtividade, se cada um dos funcionários da sua empresa tiver a capacidade de fazer o trabalho complexo que exigia poder de processamento avançado enquanto estiverem na estrada, armados com nada mais do que o seu dispositivo móvel. O que essa mudança faria por sua companhia?
3. Aplicações criativas da tecnologia
Diante dessas duas tendências e outros por vir, líderes empresariais têm que considerar o que seus funcionários serão capazes de fazer com a tecnologia. Já não é mais suficiente apenas implantar a tecnologia, mas considerar sua aplicação de forma criativa, a fim de ganhar vantagem competitiva.
Portanto, você precisa ir para seus clientes internos (todas as pessoas que utilizam a tecnologia na empresa) e pedir para que descrevam as tecnologias que gostariam de ter para aumento de produtividade. Dar o que eles pedem, mas perceber que eles certamente deixarão de tirar da tecnologia entregue todos os benefícios que ela pode dar, por total desconhecimento.
A chave para ter sucesso é ser capaz de dar às pessoas a capacidade de fazer o que atualmente não podem fazer, mas gostariam de fazer, se soubessem que poderiam. Anos atrás as pessoas não pediriam pediram um iPhone [4] ou um BlackBerry. A necessidade oculta, atendida por esses dispositivos, foi a capacidade de acessar seu e-mail e Internet sem estar amarrado a seu desktop ou laptop.
É preciso também ensiná-los a usar a tecnologia disponível hoje de uma forma criativa. Por exemplo, existem literalmente milhares de recursos do Microsoft [5] Word que você pode selecionar. A maioria das pessoas usa apenas um terço dessas características. E seus concorrentes estão usando as mesmas características, o que significa que você não está recebendo qualquer verdadeira vantagem competitiva. Então você precisa perguntar: "Quais são as que poderiam levar o nosso grupo de vendas (ou de RH, ou departamento de contabilidade, ou pessoas de logística, etc) a usar recursos existentes no software que ninguém sabe estão ká disponíveis para uso?" A maioria dos departamentos de TI não faz essa pergunta, porque está ocupada demais para garantir que tudo esteja conectado, funcionando bem e de forma segura. E se eles não estão pedindo...
Quem, na sua organização, olha para as ferramentas que você já tem perguntando se eles estão sendo subutilizadas? Aposto que "ninguém". Portanto, me atrevo a dizer que todas as suas ferramentas são subutilizadas.
Portanto, você precisa implementar uma forma de comunicação que envolva os diferentes grupos de funcionários da empresa - vendas, logística, compras, contabilidade, RH, etc - e engajá-los no desafio de compreender o poder das ferramentas que eles têm acesso. Uma sugestão é diariamente mostrar-lhes uma "característica" da tecnologia disponível e como ela pode tornar sua vida mais fácil. Dar a eles dicas, informações curtas, divertidas, e envolventes, em vez de um documento de cem páginas detalhando todas as características (que ninguém vai ler de qualquer maneira). Talvez você ainda possa personalizar essa ideia e aplicá-la de modo que os diferentes grupos obtenham informações adaptadas para eles e suas necessidades.
É hora de criar o futuro da sua empresa
Muitos líderes empresariais vão dizer que estão ocupados demais para tratar de qualquer dessas tendências. Mas se você não tratá-los, quem o fará? Em última análise, quem dirige estas tendências dentro de uma organização será percebido como um colaborador significativo para a empresa, alguém vale a pena manter - e alguém com alto valor no mercado.
Wednesday, August 03, 2011
Cidade do México comemora resultados do Plano Verde
28/07/2011 | 15:12
Apostando em melhorias nos transportes públicos, eficiência energética, conservação dos recursos hídricos, destinação dos resíduos e reflorestamento, a capital mexicana reduziu suas emissões em 5,7 milhões de toneladas métricas
Os nove milhões de habitantes da Cidade do México estão conseguindo escapar dos dramas de viver em uma grande metrópole – como a dura rotina de congestionamentos e a poluição – graças à mobilização da sociedade e do governo para promover medidas visando melhorar a qualidade de vida de todos.
Tudo começou em 2008, quando foi lançado o 'Plano Verde', que propõe uma série de estratégias para estimular o desenvolvimento sustentável e reduzir os riscos associados com as mudanças climáticas.
Agora, apenas alguns anos depois, as medidas já surtiram efeito e a Cidade do México comemora uma redução de 5,7 milhões de toneladas métricas de dióxido de carbono equivalente (MtCO2e) nas emissões acumuladas. Esse volume significa 82% da meta de 7 MtCO2e firmada para 2012.
“Nos últimos quatro anos, nós fizemos grandes progressos em transformar a Cidade do México em uma das mais sustentáveis metrópoles do mundo. Conseguimos isso não apenas com ações do governo, mas também ao estimular a participação da iniciativa privada e da sociedade”, afirmou Marcelo Ebrard, prefeito da Cidade do México.
O 'Plano Verde' possui como pilares: habitação e espaço público, conservação da terra, suprimento de água, transportes e mobilidade, resíduos e reciclagem, poluição do ar, energia e o programa de ação climática.
Para o setor dos transportes, responsável por 44% das emissões da Cidade do México, foi realizada uma expansão de 350% no sistema de ônibus metropolitanos, a modernização de 84 mil taxis e micro-ônibus, o desenvolvimento de uma rede de empréstimos de bicicletas (Ecobibi) e o investimento de mais de US$ 2 bilhões na expansão do metrô.
A cidade também investiu na multiplicação dos parques e hoje áreas verdes correspondem a 42% do total do município. Além disso, a prefeitura vai instalar milhares de jardins nos telhados de prédios e residências, utilizando o exemplo bem sucedido de Chicago. A meta é alcançar nove metros de área verde por residente, 3,6 a mais do que a situação atual.
No campo da eficiência energética, a instalação de aquecimento solar é obrigatória para todos os prédios públicos. Assim como a troca de todas as lâmpadas incandescentes por modelos mais eficientes.
Para lidar com o suprimento de água, um grave problema enfrentado pela cidade, que costuma ser duramente afetada por secas, o governo está substituindo todas as tubulações consideradas obsoletas e também investindo na modernização das estações de captação, distribuição e tratamento de água. A conscientização da população para o uso consciente é outro ponto que vem sendo trabalhado.
A capital mexicana possui o objetivo de reciclar pelo menos 79% dos resíduos sólidos. Por isso, novos centros de processamento estão sendo construídos e uma campanha de educação está em andamento nas escolas e na mídia. Outra meta é fazer com que 85% do lixo orgânico seja utilizado para a produção de eletricidade através da queima de biomassa. O governo aprovou ainda o banimento do uso de sacolas plásticas.
Em dezembro está agendado o fechamento do Bordo Poniente, um dos maiores lixões do planeta, responsável por 16% das emissões de gases do efeito estufa da área metropolitana.
O prefeito da Cidade do México é o atual presidente do Conselho Mundial de Prefeitos para o Clima, entidade que firmou um acordo em novembro de 2010 para que as cidades divulguem suas emissões e trabalhem para reduzi-las. Mais de 200 cidades assinaram o documento.
“As metrópoles possuem uma grande capacidade para lidar com as mudanças climáticas, mesmo sem um tratado global limitando as emissões. Os prefeitos e as cidades devem agir”, afirmou Martha Delgado, secretária de Meio Ambiente da Cidade do México.
Mais de metade da população mundial vive em áreas urbanas e é preciso que exemplos como os vistos na capital mexicana sejam seguidos por outras metrópoles, inclusive no Brasil.
Apostando em melhorias nos transportes públicos, eficiência energética, conservação dos recursos hídricos, destinação dos resíduos e reflorestamento, a capital mexicana reduziu suas emissões em 5,7 milhões de toneladas métricas
Os nove milhões de habitantes da Cidade do México estão conseguindo escapar dos dramas de viver em uma grande metrópole – como a dura rotina de congestionamentos e a poluição – graças à mobilização da sociedade e do governo para promover medidas visando melhorar a qualidade de vida de todos.
Tudo começou em 2008, quando foi lançado o 'Plano Verde', que propõe uma série de estratégias para estimular o desenvolvimento sustentável e reduzir os riscos associados com as mudanças climáticas.
Agora, apenas alguns anos depois, as medidas já surtiram efeito e a Cidade do México comemora uma redução de 5,7 milhões de toneladas métricas de dióxido de carbono equivalente (MtCO2e) nas emissões acumuladas. Esse volume significa 82% da meta de 7 MtCO2e firmada para 2012.
“Nos últimos quatro anos, nós fizemos grandes progressos em transformar a Cidade do México em uma das mais sustentáveis metrópoles do mundo. Conseguimos isso não apenas com ações do governo, mas também ao estimular a participação da iniciativa privada e da sociedade”, afirmou Marcelo Ebrard, prefeito da Cidade do México.
O 'Plano Verde' possui como pilares: habitação e espaço público, conservação da terra, suprimento de água, transportes e mobilidade, resíduos e reciclagem, poluição do ar, energia e o programa de ação climática.
Para o setor dos transportes, responsável por 44% das emissões da Cidade do México, foi realizada uma expansão de 350% no sistema de ônibus metropolitanos, a modernização de 84 mil taxis e micro-ônibus, o desenvolvimento de uma rede de empréstimos de bicicletas (Ecobibi) e o investimento de mais de US$ 2 bilhões na expansão do metrô.
A cidade também investiu na multiplicação dos parques e hoje áreas verdes correspondem a 42% do total do município. Além disso, a prefeitura vai instalar milhares de jardins nos telhados de prédios e residências, utilizando o exemplo bem sucedido de Chicago. A meta é alcançar nove metros de área verde por residente, 3,6 a mais do que a situação atual.
No campo da eficiência energética, a instalação de aquecimento solar é obrigatória para todos os prédios públicos. Assim como a troca de todas as lâmpadas incandescentes por modelos mais eficientes.
Para lidar com o suprimento de água, um grave problema enfrentado pela cidade, que costuma ser duramente afetada por secas, o governo está substituindo todas as tubulações consideradas obsoletas e também investindo na modernização das estações de captação, distribuição e tratamento de água. A conscientização da população para o uso consciente é outro ponto que vem sendo trabalhado.
A capital mexicana possui o objetivo de reciclar pelo menos 79% dos resíduos sólidos. Por isso, novos centros de processamento estão sendo construídos e uma campanha de educação está em andamento nas escolas e na mídia. Outra meta é fazer com que 85% do lixo orgânico seja utilizado para a produção de eletricidade através da queima de biomassa. O governo aprovou ainda o banimento do uso de sacolas plásticas.
Em dezembro está agendado o fechamento do Bordo Poniente, um dos maiores lixões do planeta, responsável por 16% das emissões de gases do efeito estufa da área metropolitana.
O prefeito da Cidade do México é o atual presidente do Conselho Mundial de Prefeitos para o Clima, entidade que firmou um acordo em novembro de 2010 para que as cidades divulguem suas emissões e trabalhem para reduzi-las. Mais de 200 cidades assinaram o documento.
“As metrópoles possuem uma grande capacidade para lidar com as mudanças climáticas, mesmo sem um tratado global limitando as emissões. Os prefeitos e as cidades devem agir”, afirmou Martha Delgado, secretária de Meio Ambiente da Cidade do México.
Mais de metade da população mundial vive em áreas urbanas e é preciso que exemplos como os vistos na capital mexicana sejam seguidos por outras metrópoles, inclusive no Brasil.
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