Wednesday, February 23, 2011

Inovação e sustentabilidade

quarta-feira, 23 de fevereiro de 2011

A maioria das pessoas, muitas vezes, não tem noção do que significa inovação. Principalmente quem não trabalha com planejamento estratégico e/ou com pesquisa e desenvolvimento, é comum achar que inovação se resume a um produto que está reinventando a roda e que tem um viés tecnológico. Para o consumidor médio, e, pasmem, para muitos órgãos brasileiros de fomento ao desenvolvimento, inovação é algo que tenha tamanho, peso, espessura e use a tecnologia para a sua produção.

É claro que falar de iPod, tablets, de brocas de diamante para extrair petróleo em águas ultra profundas, de máquinas que transformam lixo em energia é o supra sumo da inovação, o filezinho. Mas inovação pode ser algo mais sutil do que um produto caríssimo que consome anos de pesquisa e dinheiro.

Uma nova configuração no layout de um escritório pode aumentar a eficiência dos funcionários. Uma redefinição de escala de trabalho pode gerar melhor aproveitamento de matéria prima. São coisas relativamente simples, mas que precisam de pessoas qualificadas que pensem em soluções funcionais.

Algumas empresas que estão na vanguarda da gestão, têm percebido a sustentabilidade não somente como uma forma de ganho de imagem, não somente como uma forma de manter perto e quieto os stakeholders, não apenas como uma categoria de produtos a serem comercializados. Algumas empresas têm percebido o potencial de inovação da sustentabilidade.

Não coloco nesse patamar uma empresa como a Coca-Cola ou a Ambev, que tiveram visão de investirem agora, que ainda não é problema, em projetos de água. Isso, para mim, é questão de sobrevivência. Falo de empresas que são sustentáveis por enxergam a sustentabilidade como vantagem competitiva.

A sustentabilidade na perspectiva da inovação anda muito junto com o design, que anda coladinho com a engenharia, principalmente a de produção. É comum a solução de um surgir da necessidade do outro. Por exemplo, o BRS (bus rapid service) que entrou em operação no Rio esse final de semana e é a base para a solução de mobilidade urbana em curto prazo. Ali a gente vê redesenho de rotas, redistribuição dos pontos de parada, educação da população usuária de transporte público, bem como, e principalmente, educação dos motoristas.

Há ainda, outros casos que já citei no blog, como a utilização de soluções poka yoka para inserção dos deficientes no mercado de trabalho, a questão das embalagens, a forma como o design está sendo encarado nos Jogos Olímpicos de Londres etc. O que eu quero dizer é que a possibilidade de se trabalhar sustentabilidade e inovação é gigantesca. E muito menos complexa do que as pessoas imaginam. Principalmente porque o início da sustentabilidade é um caminho só: o da mudança de comportamento e uma visão empresarial.

Postado por Julianna Antunes

Tuesday, February 22, 2011

Canhotos são mais mal humorados

Thiago Perin 12 de novembro de 2010

Respira, respira… Respira…
Um estudo, conduzido pela psicóloga Ruth Propper, da Universidade de Merrimack, nos EUA, mostrou que, em pessoas canhotas (as ambidestras também entram na dança), as duas metades do cérebro se comunicam de forma levemente diferente do que nas destras.
Por consequência disso, acabam interagindo mais com as áreas que produzem emoções negativas, o que torna os canhotos mais sujeitos a variações de humor – tendendo ao mau.
Um mau humor, convenhamos, até justificável.
O estudo, publicado no Journal of Nervous and Mental Disease, aponta que, além da diferença biológica, as frustrações “por viver em um mundo feito para destros” – onde tudo, de abridores de garrafa a tesouras, é desenhado, na maior parte das vezes, “sem levá-los em consideração” – também ajudam a tornar os dias do amigo canhoto um pouquinho mais cinzas.

Canhotos são mais mal humorados

Thiago Perin 12 de novembro de 2010

Respira, respira… Respira…
Um estudo, conduzido pela psicóloga Ruth Propper, da Universidade de Merrimack, nos EUA, mostrou que, em pessoas canhotas (as ambidestras também entram na dança), as duas metades do cérebro se comunicam de forma levemente diferente do que nas destras.
Por consequência disso, acabam interagindo mais com as áreas que produzem emoções negativas, o que torna os canhotos mais sujeitos a variações de humor – tendendo ao mau.
Um mau humor, convenhamos, até justificável.
O estudo, publicado no Journal of Nervous and Mental Disease, aponta que, além da diferença biológica, as frustrações “por viver em um mundo feito para destros” – onde tudo, de abridores de garrafa a tesouras, é desenhado, na maior parte das vezes, “sem levá-los em consideração” – também ajudam a tornar os dias do amigo canhoto um pouquinho mais cinzas.

Aprenda a usar o LinkedIn para conquistar uma promoção

Por Redação da Computerworld
Publicada em 21 de fevereiro de 2011 às 09h00

Incentivar outros profissionais a corroborar o bom trabalho que você faz atualmente, aumentam suas chances de dar o próximo passo na carreira.
Os três melhores meses para promoção dos talentos brasileiros são janeiro, julho e agosto. A revelação é de uma análise realizada pelo LinkedIn, a maior rede social profissional do mundo, com mais de 90 milhões de usuários. O estudo teve como objetivo avaliar qual é a melhor época do ano para os funcionários abordarem o chefe para obter aquele tão sonhado aumento salarial e também dar dicas para autopromoção.
Globalmente, o crescimento profissional ocorre com mais frequência em janeiro, julho e setembro, constata a pesquisa do LinkedIn. Entretanto, o estudo verificou que profissionais brasileiros que atuam com consultoria e gestão apresentam um aumento significativo de promoções em setembro, acima da média em relação a outras atividades indicadas.
O relatório também apurou que o ciclo de reconhecimento profissional está gradualmente mudando, devido, em parte, aos talentos que nasceram de 1980 a 1995. Esse grupo é o que mais consegue promoções ao longo do ano (e não apenas em Janeiro, o que ocorre na maioria dos casos). Na década de 90, janeiro era disparado o melhor mês para promoções, no mundo todo. Entretanto, dados do LinkedIn revelam que esse panorama tem mudado nos anos 2000 – o mês ainda se destaca, mas perde força para outros períodos.

“O LinkedIn foi lançado em 2003, mas nosso banco de dados permite identificar tendências profissionais que se estendem por décadas”, diz o cientista chefe do LinkedIn, DJ Patil. Ele acredita que a rede social pode ajudar os associados a alcançar seus objetivos de carreira, utilizando a rede da maneira mais eficaz e produtiva.

A especialista em carreiras e empregos do LinkedIn, Lindsey Pollak, acrescenta que uma das melhores formas de se conseguir uma promoção é se autopromovendo. “O LinkedIn é o lugar perfeito para profissionais conseguirem clientes, fornecedores e outros terceiros para enviar recomendações sobre seus perfis. Ao incentivar outros profissionais a corroborar o bom trabalho que você faz atualmente, aumentam suas chances de dar o próximo passo na carreira”, diz ela.

Veja a seguir dicas de como aproveitar o LinkedIn para conquistar uma promoção:

Mire os holofotes para novos conhecimentos
Impressione seu gerente, adquirindo conhecimentos que vão além de seu papel atual. Verifique se o seu perfil no LinkedIn está completo, com todas as habilidades que absorveu. Expandir seus horizontes é louvável e chama a atenção de seus superiores. Se sua empresa subsidia de alguma forma programas de estudos, tire proveito disso. Se você tem certificados ou retornou aos estudos para conquistar um cargo melhor, não deixe de citá-los em seu perfil e durante a avaliação com seu superior.
Conecte-se a quem se encontra em níveis superiores
O LinkedIn Advanced People Search identifica profissionais que tenham o cargo ao qual você deseja ser promovido. Buscar mentores e colegas é uma forma de se preparar para a promoção de 2011. Você pode construir uma sólida relação, que poderá lhe render bons conselhos quando necessários.
Destaque o bom trabalho realizado
Comente com seu gestor as suas realizações. Mesmo que elas sejam excelentes, podem ter sido esquecidas. Documente os marcos na sua carreira solicitando recomendações no LinkedIn. Se um cliente, por exemplo, envia um e-mail agradecendo pelo evento maravilhoso que você viabilizou em tempo recorde, gentilmente sugira que ele lhe recomende (caso se sinta confortável fazendo isso) e também encaminhe o elogio ao seu superior, para que ele fique ciente do bom trabalho realizado.

Pessoas ambidestras são mais influenciáveis

Thiago Perin 22 de fevereiro de 2011

Você conhece algum ambidestro? A dica é que eles são facinhos de manipular. Um estudo da Universidade Estadual de Montclair, em Nova Jérsei (EUA), diz que o humor deste pessoal tende a ser mais vulnerável – ou seja, eles são mais facilmente persuadidos a se sentirem de certa maneira. A responsável pela pesquisa é a mesma que contou para a gente, um tempinho atrás, que os canhotos são mais mal humorados. Dessa vez, ela mediu as alterações emocionais de voluntários enquanto eles escutavam diferentes estilos de música clássica. E a explicação para ambos os efeitos, tanto o mau humor dos canhotos quanto a vulnerabilidade à manipulação alheia dos ambidestros, é parecida: a preferência por uma mão ou por outra (ou por ambas) pode ser reflexo de como o cérebro de cada um está organizado. Os ambidestros, no caso, tendem a ter um corpo caloso (a estrutura que fica entre os dois hemisférios cerebrais) maior, o que aumenta a comunicação entre os lados direito e esquerdo. Esse contato mais direto, segundo a líder do estudo, Ruth Proper, poderia explicar o aumento na vulnerabilidade emocional da pessoa. A pesquisa ainda não foi publicada, mas os resultados foram apresentados no 39º encontro anual da Sociedade Internacional de Neuropsicologia, em Boston, no começo do mês. Em tempo: estima-se que quase 90% da população mundial seja destra. Os outros 10% se dividem entre os canhotos e os indecisos – ops, ambidestros.

Tuesday, February 08, 2011

Faltam provas de que antioxidante previna envelhecimento

08/02/2011 - 10h23
JULIANA VINES
DE SÃO PAULO

Antioxidantes não curam nem retardam o envelhecimento. A afirmação pode parecer óbvia, mas desmente dezenas de pesquisas que relacionam frutas, vegetais ou suplementos de vitaminas com a prevenção do câncer e de doenças degenerativas.
Estudo liga antioxidantes à infertilidade
Chocolate tem mais antioxidantes do que sucos de fruta
Antioxidantes são substâncias que ajudam no equilíbrio do organismo. São produzidas pelo próprio corpo ou podem ser encontradas em alguns alimentos.
A função dos antioxidantes é neutralizar a ação de radicais livres -moléculas capazes de oxidar e mudar a estrutura de outras partículas. A oxidação é ligada ao aparecimento de algumas doenças e ao envelhecimento.
Acontece que, apesar de ser comprovado que a falta de antioxidantes faz mal, não há provas de que uma dieta rica em determinadas substâncias diminui o risco de alguns problemas de saúde.

"Sabemos que uma dieta rica em antioxidantes faz com que o organismo fique equilibrado, mas não podemos dizer que esse equilíbrio ajuda a prevenir um câncer", diz Wilmar Jorge Accursio, presidente da Sobrae (Sociedade Brasileira para Estudo do Envelhecimento).
Além de não comprovarem a relação direta entre antioxidantes e prevenção de doenças, as pesquisas publicadas até agora não especificam quais seriam as quantidades ideais desses nutrientes para que pudessem agir como remédio.
"Fica difícil pensar em uma dieta ideal ou, pior, em suplementação. É tudo chute, ninguém sabe quanto de vitamina E faz bem, por exemplo", afirma Ana Lúcia dos Anjos Ferreira, médica e pesquisadora da Unesp (Universidade Estadual Paulista/Botucatu), especializada em estresse oxidativo.
Se o corpo está em equilíbrio, o excesso de antioxidantes pode trazer o efeito contrário. Está comprovado que a ingestão de vitaminas além das quantidades indicadas pode aumentar o risco de determinadas doenças.
"Há uma grande pesquisa que estudou a suplementação com vitamina E e encontrou uma forte relação com o aumento no risco de infarto. O consumo dessa vitamina não pode passar de 400 mg por dia. E muitos médicos receitam mais do que isso."
Segundo Elis Cristina Eleuthério, pesquisadora do departamento de bioquímica da Universidade Federal do Rio de Janeiro, já se sabe também que a suplementação excessiva de zinco pode inibir a absorção de outros nutrientes essenciais.
"O excesso de vitamina C tem um efeito pró-oxidante, em vez de antioxidante. Isso acontece porque, ao aumentarmos determinados mecanismos de defesa, podemos sobrecarregar outros."
Segundo Ferreira, mais de 200 mg por dia de vitamina C já trazem efeitos negativos.

ESTRESSE
"Se tivéssemos zero de radicais livres, morreríamos", diz Accursio, da Sobrae, que é endocrinologista e nutrólogo. Para ele, é essencial que o corpo tenha o que ele chama de estresse mínimo, quer dizer, o resultado da produção natural de radicais livres.
Para Ferreira, os radicais livres foram considerados os vilões injustamente.
"Eles são essenciais para a defesa celular, para a respiração celular e têm efeitos benéficos na estrutura dos vasos sanguíneos."
Quando há alguma inflamação, o número de radicais livres aumenta, mas, logo em seguida, o organismo já cuida de os neutralizar.
Esse equilíbrio, segundo o médico nutrólogo Celso Cukier, do Hospital São Luiz, é possível só com uma dieta balanceada -sem suplementação de vitaminas. "Suplementos são para repor deficiências, devem ser usados em casos específicos", diz.
"A melhor receita antirradicais ainda é manter o peso e comer de tudo."

Monday, February 07, 2011

As 10 Palavras Mais Confusas em Inglês

Você deve accept um convite ou except um? Você come dessert ou desert após uma refeição? O Inglês é cheio de palavras confusas. Aqui estão algumas dicas de como usar a palavra certa na hora certa!

dessert and desert
Dessert é um prato doce, enquanto the desert é quente, seco e cheio de areia.

accept and except
Accept significa receber ou concordar com algo, enquanto except quer dizer excluir.

there and their
O primeiro é um advérbio de lugar enquanto o segundo é um pronome possessivo, e.x Their house is over there.

principle and principal
Principles são crenças, valores ou verdades básicas, enquanto o principal é o diretor da escola, ou a coisa mais importante.

advice and advise
O primeiro é um substantivo enquanto o segundo é um verbo, portanto você pode advise someone by giving them good advice.

borrow and lend
To borrow significa receber algo como empréstimo, enquanto to lend quer dizer emprestar alguma coisa. E.x Can I borrow your car? Sorry, I can't lend it to you today.

despite and although
Esses dois têm um significado semelhante, mas são usados de forma diferente. Despite é uma preposição enquanto although é uma conjunção. E.x. He won the race despite his injury. He won the race although he had an injury.

affect and effect
O primeiro é um verbo enquanto o segundo é um substantivo, e.x. The effect of the war is enormous; it has affected all sectors of the economy.

personal and personnel
Seus personal details incluem seu nome, idade e nacionalidade, enquanto personnel significa os empregados de uma companhia.

assure and ensure
To assure alguém significa remover todo tipo de dúvida, enquanto to ensure significa garantir que alguma coisa vai acontecer. E.x: I assured him that you would be there, so please ensure that you get to the meeting on time.

Friday, February 04, 2011

Desafio de design premia produtos desenvolvidos "para melhorar a vida"

O desafio que estimula a criatividade de jovens designers, promovido pela Unicef em parceria com a organização INDEX, conhecerá seus vencedores neste mês de fevereiro. Em jogo, estão um prêmio de 6.500 euros e a oportunidade de desenvolver um produto que colabore com a solução de problemas enfrentados por escolas mundo a fora. Com o tema "Design para a Educação", os trabalhos dos sete finalistas do INDEX: Design Challenge serão apresentados nos dias 14 e 15, em um workshop em Copenhague. Depois das apresentações, o júri anunciará a melhor invenção. 

Foram selecionadas soluções criativas, baratas e de fabricação sustentável, como o brinquedo Reach & Mach (alcance e combine, em tradução livre), que ensina o alfabeto Braile a crianças com deficiência visual. Desenvolvido pelo estudante Lau Shuk Man, da Universidade Monash, na Austrália, o conjunto vem com peças e um tapete com cores vibrantes e sons para treinar os pequenos a reconhecer os símbolos. 

Outros exemplos são o Elephant Walk Desk e o TeddyBack, mochilas que vira escrivaninhas - ou escrivaninhas portátil - fabricadas para suprir carências de infraestrutura e criar o que os designers chamam de "ambiente escolar envolvente e colaborativo". 

Além desses, de sabonetes-briquedo até colchões - há produtos elaborados para que a situação das escolas ambientes inóspitos não prejudique o aprendizado. 

Para profissionais

O desafio para estudantes é uma versão especial do prêmio bienal INDEX Award, que chega a terceira edição esse ano e terá seus vencedores anunciados em abril. 

Com o mote "Design para melhorar a vida", a premiação se divide em cinco categorias - corpo, lar, trabalho, diversão e comunidade - e escolhe produtos que têm a missão de solucionar problemas do cotidiano, humanizar relações e aliviar a carga de quem convive com dificuldades. 

Desde carros elétricos "possíveis" a filtros de água que previnem epidemias, passando por abrigos infláveis para moradores de rua, a INDEX estimula, sem fins lucrativos, boas ideias de profissionais das mais diferentes origens. 

Para mais informações, visite INDEX Design Challenge e INDEX Award 2011.

Tuesday, February 01, 2011

Use bem o tempo, seu recurso mais escasso

31 de janeiro de 2011, 21:29

Procure usar o tempo com qualidade e resolva efetivamente as tarefas, de forma a alcançar o equilíbrio entre trabalho, lazer e descanso e tudo será melhor.
Por Eduardo Kasse
Ter o tempo como aliado é um dos pontos principais para uma carreira de sucesso. Se a vida é medida pelos segundos do relógio, sempre com pressa, certamente há algo errado.

Outro dia ouvi a composição Time is on my side de Jerry Ragovoy, interpretada magistralmente pelos Rolling Stones. Então, surgiu a ideia para esse artigo. Principalmente por causa do título.

Com o avanço da tecnologia e a grande explosão na quantidade de informações disponíveis, o tempo parece passar cada vez mais rápido. E para muitas pessoas, ter um “tempinho” de descanso ou lazer virou artigo de luxo ou mesmo um sonho distante.

Mas por que isso acontece?

Decifra-me ou devoro-te

Uma das grandes lições que aprendi com a querida professora e amiga Ivelise Amato, em uma de suas aulas na faculdade, foi sobre o tempo. O discurso foi assim:

“O tempo de que cada um de nós dispõe é um só, ou seja, vinte e quatro horas por dia – nem mais, nem menos. Por isso, o tempo talvez seja o único bem com uma distribuição justa e equitativa entre todos os seres humanos, ricos e pobres, letrados ou analfabetos, trabalhadores intelectuais ou braçais, poderosos ou humildes.

E o tempo não é passível de ser estocado, portanto, não pode ser recuperado. E é insubstituível. Por essa razão, ele é um recurso denominado “inelástico”.

Daí, a conclusão de que tempo é vida. Se o tempo passa (ou passamos por ele) e não o aproveitamos, estamos desperdiçando a vida. Dominar e controlar o seu uso significa tomar as rédeas de nossa própria vida, dar-lhe sentido, alcançar o objetivo principal: viver com qualidade, atingindo a nossa realização pessoal.

O processo de mudança
Entender o tempo, ou melhor, a falta dele é complicado e exigiria uma tese muito longa; entretanto, existem alguns fatores chave que devem ser analisados e corrigidos.

O primeiro e mais importante fator para a mudança é reconhecer o problema. Toda transição é difícil e gera algumas perdas antes do ganho consequente. Sair da zona de conforto, mesmo que essa seja prejudicial, é complicado.

Tendemos a dar desculpas, culpar outras pessoas, culpar o mercado, adiar o início da transição, dar chiliques e por aí vai. Infelizmente, é enganar a si próprio.

Superada essa fase – não é da noite para o dia e certamente haverá recaídas – é preciso iniciar uma análise da nossa vida. É preciso entender para evoluir.

Planejamento do tempo
Segundo os especialistas, nosso dia deve ser dividido em três partes iguais para trabalho/estudo, lazer/atividades diversas e descanso. Nem sempre é possível chegar ao equilíbrio dessa tríade, mas devemos buscar sempre os resultados mais próximos disso.

Os principais pontos para o sucesso dessa empreitada são:

Saber dizer não;
Conhecer e respeitar o próprio ritmo biológico;
Ter disciplina e fazer o planejamento adequado do tempo;
Correto uso das ferramentas de comunicação: telefone, e-mail, programas de mensagens instantâneas;
Melhorar a comunicação interpessoal;
Saber delegar e aceitar dividir as atividades;
Definir prioridades;
Evitar a administração baseada em erros e crises;
Evitar reuniões e debates desnecessários;
Ter objetivos pessoais bem estabelecidos.
Existem diversos outros pontos. E eu gostaria que me ajudassem a completar essa lista! Esses são apenas os mais problemáticos e urgentes.

Usar o tempo com qualidade possibilita efetivar melhor as tarefas e com isso melhorar os demais aspectos da vida, ou seja, alcançar o equilíbrio da tríade trabalho, lazer e descanso.

O importante é nunca desistir da transformação, mesmo com todos os obstáculos e dificuldades, pois o prêmio pelo sucesso dessa realização não tem preço: a sua qualidade de vida.

E essa vida, só temos uma. Até mais. [Webinsider]

Coleta seletiva com chip

LIXO
Wikimedia Commons

Vista de uma rua de Enschede, Holanda
TECNOLOGIA
Coleta seletiva com chip
Para uns, basta consciência ambiental. Mas mexer no bolso vale para todos. Na cidade holandesa de Enschede, por exemplo, a reciclagem já cresceu 42% com o controle de quem descarta o quê. E, para dar certo, só precisa da ajuda de um chip
- A A +
Da redação
Superinteressante / Edição Verde – 12/2010

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INDIVIDUAL - Para bairros residenciais

1. LATÃO DOMÉSTICO
Cada imóvel recebe um conjunto de latões de diferentes cores - uma para cada tipo de lixo. Eles ficam em casa mesmo, e só são postos na rua nas datas determinadas pelo calendário da empresa de coleta.


2. LIXO CHIPADO
No latão é instalado um chip RFID (identificação por radiofrequência). Ele funciona como um código de barras: guarda um número de usuário que depois é cruzado com um banco de dados. A diferença é que ele pode ser lido a até 5 metros de distância.


3. CAMINHÃO ESPERTO
Quando o caminhão de lixo ergue o latão, seu leitor de RFID identifica o usuário e registra os dados da coleta: quando e onde foi feita e qual o peso dos resíduos. Depois, manda a informação para a empresa.

COLETIVA - Para regiões centrais

1. CONTÊINER GIGANTE
A empresa de coleta instala grandes con-têineres de lixo no subsolo de áreas públicas e distribui para cada casa um cartão com chip RFID. O usuário pode fazer o descarte do lixo no dia que ele quiser.


2. BILHETE ÚNICO
A tampa do contêiner se abre quando o morador se aproxima com o cartão. Dados como usuário, data da descarga e peso do lixo são armazenados no cartão ou transmitidos para a empresa de coleta.


3. COLETA EXPRESS
Como cada contêiner atende vários usuários, os caminhões não precisam parar o tempo todo para catar o lixo. De porta em porta vira de quarteirão em quarteirão. Isso deixa a coleta muito mais rápida.


A CENOURA E O PORRETE - Ao relacionar o lixo a quem o produz, é possível:

DAR PRÊMIOS, como em Chicago, EUA, onde recicladores ganham bônus para compras em lojas credenciadas (quem joga lixo comum na lata errada sai do programa).
COBRAR MAIS, como em Maia, Portugal, onde todos os usuários pagam uma taxa-base, e mais uma sobretaxa proporcional à quantidade de lixo comum produzida.
ESCOLHER VILÕES, como em Enschede, onde foi decidido cobrar não só pelo lixo comum mas também pelo plástico (já jogar papel e vidro é grátis).

Friday, January 28, 2011

8 motivos para sua empresa contratar um (bom) designer

Nos últimos meses questionaram-me o motivo pelo qual deveriam contratar um designer. É uma pergunta, para nossos ouvidos, que parece já ter vinda ao mundo respondida e justificada.Não é bem assim fora da nossa estilosa redoma de cristal colorido. Desenhar para quem já conhece o poder de um bom projeto de design torna-se excessivamente simples diante da realidade.

Para todos os outros, é comum a confusão entre designer e alguém que sabe operar softwares gráficos. Os computadores estão aí, para quem quiser experimentar, assim como os lápis de cor, as tintas, os grafites. Ferramentas que se vestem do repertório de quem as opera.

Esta é a hora de exercitar alguns fundamentos do design. Desmembrar esta resposta é tarefa do designer que sabe muito bem o que é capaz de fazer.

1. Para personificar um produto/serviço

Uma lata com um rótulo prateado, letras finas e manuscritas, pode lembrar uma bebida light (devido às letras suaves) e sofisticada (pela cor da prata). Um rótulo preto com texto azul em caixa alta pode indicar um produto energético e resistente, devido aos elementos associados à vida noturna. Um logotipo de cimento com excesso de entre letras pode passar a impressão de um produto frágil, que não une como deveria. O design tem como objetivo falar com o público na língua que ele entende. Alguém precisa apresentar quem é aquele produto e dizer o que ele faz de melhor.

2. Para criar identidade

Quando uma empresa contrata um designer para fazer um site ela não está pagando por meia dúzia de desenhos ou pelo tratamento de fotografias. Paga-se pela construção da uma imagem neste meio de comunicação. Se a empresa deseja transmitir tecnologia, tradição ou simplicidade, é baseado nisto que o designer vai começar a trabalhar. Diferente de muitos serviços, o design costuma ser um trabalho único, pensado exclusivamente para aquele cliente em cima das suas reais necessidades de comunicação.

3. Para passar credibilidade

Se o principal jornal do país adotasse tipologia divertida para reportar a crise no Oriente Médio, a notícia teria certamente outro impacto. Não seria levada a sério.

4. Para equilibrar técnica e estética

Designer não é nem um técnico, nem um artista. É ele que equilibra estas duas áreas para atender algum objetivo, geralmente comercial.

5. Para inspirar confiança

Um banco que apresenta seus extratos desorganizados e logotipo sem padrão nas suas aplicações pode estar dizendo que guarda assim o dinheiro de seus clientes. Um designer pode fazer da apresentação de um banco um exemplo de segurança, ou uma amostra gratuita de desordem.

6. Para agregar valor

Alguns bombons de uma conhecida doceria não teriam o mesmo valor se viessem embalados em simples saquinhos plásticos sem impressão. Se eles têm qualidade e tradição, precisam ter tratamento à altura na embalagem. O mesmo vale para produtos desconhecidos que ainda precisam ser testados. Uma apresentação de qualidade seduz qualquer consumidor ávido por novidades.

7. Para facilitar a vida

Já reparou como é simples chegar em algum lugar quando há placas indicando o caminho? Sinalização bem feita usa a tipologia com a melhor leitura à distância em cores que contrastam do ambiente. O mesmo vale para as embalagens que facilitam o uso do produto, como os refrigerantes que aposentaram o abridor de garrafas.

8. Para vender

Se um projeto de design é capaz de atender a todos os itens anteriores, vender é só uma consequência. Um produto, uma solução, uma idéia. Um bom designer serve, entre tantos outros motivos, para realizar o mais íntimo desejo da sociedade do consumo.

Tuesday, January 25, 2011

'Parece um sonho', diz Vik Muniz sobre indicação ao Oscar

25/01/2011 14h02 - Atualizado em 25/01/2011 15h26

Coprodução brasileira 'Lixo extraordinário' disputa prêmio da Academia.
Artista plástico que inspirou filme quer levar catador Tião para Hollywood.

Carla Meneghini Do G1 RJ
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Vik MunizVik Muniz diz que quer levar catador para
Hollywood (Foto: Zé Paulo Cardeal/Divulgação)

"Parece um sonho": é assim que o artista plástico brasileiro Vik Muniz diz ter recebido nesta terça-feira (25) a notícia de que o filme "Lixo extraordinário" vai concorrer ao Oscar de melhor documentário. O longa-metragem, que é uma coprodução entre Brasil e Reino Unido, mostra o trabalho de Muniz com catadores de lixo no Rio de Janeiro.

"Estou muito feliz, porque foi uma história que começou por acaso e virou um filme de grande importância, porque consolida um grupo social e mostra o verdadeiro valor do lixo", afirmou o artista em entrevista ao G1 por telefone, minutos após saber da indicação.

Vik Muniz diz que acredita na vitória de "Lixo extraordinário" na premiação da Academia, que acontece dia 27 de fevereiro. "Entre os filmes indicados, é o mais forte, o mais premiado, nossas chances são muito grandes".
saiba mais

* LISTA DOS INDICADOS AO OSCAR
* TRAILERS DOS INDICADOS AO OSCAR

Dirigido por pela inglesa Lucy Walker em uma coprodução com a brasileira O2 Filmes, o documentário disputa o Oscar da categoria com "Exit through the gift shop", do artista plástico Banksy; "GasLand", de Josh Fox; "Trabalho interno", de Charles Ferguson; e "Restrepo", de Tim Hetherington e Sebastian Junger.
TRAJETÓRIA EXTRAORDINÁRIA
Veja os prêmios de 'Lixo extraordinário' em 2010
Janeiro de 2010 Sundance
Prêmio do Público de Melhor Documentário Internacional
Fevereiro de 2010 Festival de Berlim
Prêmio da Anistia Internacional (AI)
Prêmio do Público de Melhor Documentário – Mostra Panorama
Março de 2010 Festival True/False (EUA)
Seleção oficial

Dallas International Film Festival (EUA)
Prêmio Target Film Maker - Melhor Documentário
Abril de 2010 Full Frame Documentary Festival (EUA)
Prêmio do Público de Melhor Documentário
Maio de 2010 Hot Docs (Canadá)
Um dos 10 favoritos do público
Junho de 2010 Province Town International Film Festival (EUA)
Prêmio HBO do Público - Melhor Documentário

Seattle Film Festival (EUA)
Prêmio Golden Space Needle - Melhor Documentário

Maui FIlm Festival (EUA)
Prêmio do Público de Melhor Documentário Internacional
Julho de 2010 Festival de Paulínia (SP)
Prêmio do Público de Melhor Documentário
Prêmio Especial do Júri
Agosto de 2010 Durban International Film Festival
Prêmio de Melhor Documentário
Prêmio do Público de Melhor Filme
Prêmio da Anistia Internacional (AI)
Setembro de 2010 Festival do Rio
Première Brasil Hors Concours
Outubro de 2010 Ecofocus Film Festival
Prêmio do Público de Melhor Longa-Metragem Documentário

Trinidad e Tobago Film Festival
Prêmio do Público de Melhor Documentário

Flagstaff Mountain Film Festival
Prêmio do Juri

Vancouver International Film Festival
Rogers People's Choice Award
Novembro de 2010 Mostra Internacional de Cinema de São Paulo
Prêmio Itamaraty de Melhor Documentário

Amazonas Film Festival
Prêmio Especial do Júri

International Documentary Film Festival Amsterdam
Prêmio do Público

Stockholm Film Festival
Silver Audience Award

International Documentary Association's Awards
Pare Lorentz Award

Por conta das filmagens no Brasil, "Lixo extraordinário" teve participação fundamental de dois diretores do país, João Jardim e Karen Harley - que, no entanto, não aparecem na listagem de indicados divulgada pela Academia por constarem como "codiretores" nos créditos oficiais.

A pernambucana Karen Harley, que no início fazia a montagem do filme para João Jardim, acabou assumindo também a codireção mais tarde. "Quando o projeto começou, o que a gente sabia era que estávamos lidando com um assunto muito poderoso. A grande surpresa foi descobrir que pessoas são essas, que fazem um trabalho tão desumano, tão marginalizado", disse Harley em entrevista ao G1.

Em comunicado divulgado por sua assessoria de imprensa, Jardim comemorou a indicação afirmando que "a mistura do olhar estrangeiro com o olhar brasileiro deu força para o filme”.

Catador em Hollywood
Gravada ao longo de três anos, "Lixo extraordinário" acompanha um projeto social de Vik Muniz com catadores do lixão de Gramacho, em Duque de Caxias (RJ) - considerado o maior da América Latina e cenário de outro documentário premiado, "Estamira" (2004), de Marcos Prado.

"Essa indicação surge em um momento muito oportuno, porque o lixão de Gramacho vai fechar em 2012 e não se sabe o que vai acontecer com os catadores. O Oscar pode dar visibilidade para a questão deles, que é a mais importante do filme", afirmou a codiretora pernambucana, que disse não saber ainda se vai estar na cerimônia do Oscar.

Vik Muniz, por sua vez, já faz planos. "Agora tenho outro desejo, que é levar o personagem do filme, o Tião, para Hollywood, para subir no palco e receber o prêmio", conta o artista, referindo-se a um dos catadores retratados no longa-metragem. "Nada mais justo do que homenagear essas pessoas, que fazem desse filme tão especial."

O paulista Vik Muniz é conhecido por produzir fotografias que reproduzem imagens artísticas usando materiais inusitados como açúcar, chocolate, lixo, diamantes, poeira e outros. Seu trabalho pôde ser visto recentemente na TV na abertura da novela "Passione".

Em cartaz desde a última semana nas cidades de São Paulo, Rio de Janeiro, Belo Horizonte e Salvador, "Lixo extraordinário" teve uma trajetória vitoriosa ao longo de 2010 em diversos festivais internacionais e nacionais dos quais participou (veja a lista acima).

Generoso e inconveniente

Tal qual os egoístas, os generosos podem causar antipatia nos colegas de trabalho. Saiba como não ultrapassar esse limite e alinhar seu comportamento

Luís Pereira (undefined) 10/12/2010
Crédito: Negreiros
- Crédito: Negreiros

Você é daquelas pessoas que se voluntariam para as mais diversas tarefas? Está sempre disposta a ajudar? Pensa o tempo inteiro em como se antecipar às necessidades do negócio? Se a resposta é "sim", então é bom tomar cuidado.

Um estudo recente realizado pelos pesquisadores americanos Craig Parks, da Universidade Estadual de Washington, e Asako Stone, do Instituto de Pesquisa do Deserto de Nevada, concluiu que profissionais excessivamente disponíveis podem irritar colegas a ponto de causar aversão.

Intitulado O Desejo de Expulsar Membros Altruístas do Grupo (The Desire to Expel Unselfi sh People from the Group), o estudo revela que pessoas generosas demais podem ser mal interpretadas e fazer com que seus colegas se sintam inferiorizados perante um desempenho mais virtuoso.

A reação desses colegas pode ser puxar a pessoa para baixo ou marginalizar o profissional. Ou seja, uma atitude teoricamente positiva — a generosidade — pode acabar sendo prejudicial ao desempenho do indivíduo no ambiente de trabalho.

A raiz do problema é que o excesso de disposição acaba por gerar descarreira confi ança dentro de um grupo. O profissional que está sempre cedendo, que é muito altruísta, pode passar a sensação de que quer alguma coisa em troca, voluntária ou involuntariamente. "Pode parecer que a pessoa é generosa com segundas intenções, com o desejo de crescer mais rápido", diz Débora Dado, gerente de desenvolvimento de pessoas da Visa Vale, empresa de benefícios, em Barueri, na Grande São Paulo.

O efeito prejudicial para a carreira é que as pessoas se afastam de quem abusa da disposição em ajudar. "O profissional passa a ter dificuldade para trabalhar em equipe", diz Gilberto Martelli, diretor de recursos humanos e vice-presidente da Marsh Brasil, empresa de serviços na área de seguros, de São Paulo. Em geral, esse comportamento pega mal entre os colegas quando é destinado apenas ao chefe ou a algum superior que pode ter influência na promoção do profissional. Se as manifestações de generosidade e disposição são dirigidas igualmente a pares e subordinados, a reação do grupo tende a ser mais justa.

"Qualquer comportamento que contenha um quê de exagero pode causar implicações no relacionamento de um profissional com seu grupo", diz Karin Parodi, presidente da consultoria Career Center. Mas como ajustar essa atitude de forma a não tolher um espírito com iniciativa? Para começar, se você quer ajudar uma pessoa, pergunte educadamente se ela quer sua ajuda. Segundo Maíra Habimorad, diretora da consultoria grupo DMRH, também é importante observar o comportamento dos colegas: eles resistem em compartilhar trabalhos com você? Você é sempre um dos últimos a ir embora? Verifique sinais como esses, que indicam que as tarefas não estão sendo divididas com coerência.

Quando quiser ajudar, procure diferenciar generosidade de proatividade, essa, sim, uma qualidade importante no trabalho. "São coisas diferentes", adverte o psicólogo e consultor de carreira Cristiano Amorim, da consultoria Fellipelli, de São Paulo. "Ser proativo não está ligado a atender outra pessoa, como a generosidade", explica o consultor. Num comportamento proativo, você exercita um olhar para o mercado e para a empresa e se antecipa. "Enxergar uma oportunidade de negócio e desenvolvê-la é uma atitude positiva", diz Cristiano. Deixe claro que sua intenção é contribuir para o negócio, e não se destacar individualmente apenas. Não espere reconhecimento por isso. Se alguma coisa vier, ponto para você.

Governo posterga para junho metas para reciclagem de resíduos sólidos

Ao contrário do que era esperado, decreto que regulamenta Política Nacional de Resíduos Sólidos não impôs metas para a reciclagem de embalagens e itens como lâmpadas e eletroeletrônicos, nem trouxe instruções sobre recolhimento dos produtos usados
17 de janeiro de 2011 | 0h 00
Leia a notícia

Andrea Vialli - O Estado de S.Paulo
O governo federal tem até junho para elaborar uma proposta referente à Política Nacional de Resíduos Sólidos que inclua metas de redução e reciclagem de resíduos e também a definição de como vão funcionar os sistemas de logística reversa para embalagens, eletroeletrônicos e lâmpadas, entre outros itens.


Filipe Araujo/AE-14/12/2010
Pioneiros. Empresa nacional recicla lâmpadas fluorescentes
O plano será elaborado por um grupo de técnicos e dirigentes de 12 ministérios, sob a coordenação do Ministério do Meio Ambiente. A nomeação do grupo sairá até fevereiro. O cronograma é o primeiro desdobramento prático do decreto que regulamentou a Política Nacional de Resíduos Sólidos, assinado pelo ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva no fim de 2010.

Ao contrário do que era esperado, o decreto não impôs metas para a reciclagem de embalagens e outros itens, como lâmpadas e eletroeletrônicos. No caso da logística reversa, que é o recolhimento dos materiais após seu uso pelo consumidor, o detalhamento deve vir por meio de acordos definidos entre os setores.

"O decreto foi um pouco vago e deixou muitos itens para serem resolvidos por meio de acordos setoriais", afirma Lina Pimentel, advogada especializada em direito ambiental do escritório Mattos Filho, de São Paulo. "Indústrias como a de pneus, agrotóxicos, pilhas e baterias, eletroeletrônicos e lubrificantes já estão se organizando para definir como será feito", diz Lina.

No ramo de embalagens, setores como o da indústria do vidro já propõem modelo de logística reversa para o País (leia aqui).

Segundo Lina, um dos pontos mais claros do decreto diz respeito à responsabilidade do consumidor quanto à destinação dos resíduos. Segundo o artigo 6° do capítulo 1 do decreto, os "consumidores são obrigados, sempre que estabelecido sistema de coleta seletiva pelo plano municipal (...), a acondicionar adequadamente e de forma diferenciada os resíduos gerados e a disponibilizar adequadamente os resíduos reutilizáveis e recicláveis para coleta ou devolução".

"O decreto deixa claro que o consumidor terá de separar e disponibilizar os resíduos. Só não ficou claro se ele terá de levar os resíduos a algum posto ou se eles serão recolhidos em casa." Esse ponto, segundo a advogada, precisará ser detalhado também via acordo setorial

O decreto da regulamentação prevê, no entanto, advertências e multas de R$ 50 a R$ 500 aos consumidores que não separarem o lixo corretamente ou forem flagrados descartando os resíduos no meio ambiente.

Prazos. O decreto também traz um prazo até agosto de 2012 para que os municípios elaborem um plano para dispor seus resíduos. O objetivo é acabar com os lixões até agosto de 2014 - devem ser construídos aterros sanitários e implementados sistemas de coleta seletiva. Hoje 43% dos resíduos no País não recebem destinação adequada. "Muitos municípios já estão trabalhando nisso", afirma Carlos Roberto Silva Filho, diretor da Abrelpe, entidade que reúne as empresas de coleta de lixo.


PARA LEMBRAR

O projeto de lei 1991/07, que instituiu a Política Nacional de Resíduos Sólidos ficou parado no Congresso Nacional por 18 anos. A demora ocorreu por conta de uma série de emendas recebidas ao longo dos anos e da falta de consenso entre representantes do setor público e privado. A aprovação do projeto de lei no Senado ocorreu em julho do ano passado e, em agosto, ele foi sancionado pelo presidente Lula.




Campus Party se consolida como o evento que pode garantir o futuro de jovens empreendedores

Publicada em 24/01/2011 às 12h34m
Rennan Setti e Wagner Gomes

SÃO PAULO - Eles não vestem ternos, vivem em barracas e passam parte do dia encarnando personagens de games, mas não param de ser assediados por empresas e fundos de investimento com cofres cheios de dinheiro para bancar suas ideias. Inspirados em novos magnatas como Larry Page, da Google, e Mark Zuckerberg, do Facebook, os nerds da Campus Party agora apostam numa espécie de "nerdismo aplicado", cujo dicionário inclui termos como start-ups (novas empresas, especialmente de tecnologia), venture capital (dinheiro investido em novas companhias) e empreendedorismo.

O evento encerrado sábado, que reuniu em São Paulo 6.800 fãs de tecnologia, teve dez painéis exclusivamente de negócios. Empreender foi a missão dada até por veteranos da internet, como Steve Crocker e John "Maddog" Hall (presidente da Linux), remanescentes de uma época em que dinheiro estava (quase) em último plano entre os nerds.

Executivos de fundos de venture capital falam que a Campus é uma oportunidade de conhecer ideias de futuros negócios, mas só 1% delas receberá investimento. O fundo de capital de risco Confrapar, por exemplo, encontrou na feira só uma oportunidade concreta. Emerson Duran, diretor do fundo Avanti da Confrapar, com caixa de R$ 120 milhões, diz que está sendo discutida com uma start-up a possibilidade de um investimento de até R$ 1,5 milhão.

É importante investir em formação
Segundo o diretor-executivo da Confrapar, Carlos Guillaume, o retorno esperado do investimento em um portfólio de 12 start-ups é de 30% a 40% no ano. Para uma empresa realmente bem-sucedida, o retorno projetado é de 100%. Em 2011, a Confrapar deve investir em até dez start-ups, com aporte médio de R$ 600 mil a R$ 1 milhão.

- Além de critérios objetivos, outro ponto importante é a pessoa. A gente quer ver motivação, sangue nos olhos, capacidade de aprender mais. Não adianta ter um bom plano de negócios e não ter uma postura assertiva - afirmou Daniel Izzo, cofundador do fundo Vox Capital. - Hoje há dinheiro no Brasil e no mundo todo para investir. Bons projetos, há alguns. O grande gargalo é gente com capacidade para tocar o negócio. A educação é deficiente. Os jovens empreendedores precisam investir em formação.

Executivos de fundos de venture capital esperam uma explosão de aportes milionários em 2011. Mas a euforia pode causar problemas.

- Acho que estamos prestes a entrar numa bolha de investimentos em start-ups. Vai ter um monte de índio investindo onde não deve - afirmou Yuri Gitahy, fundador da Aceleradora.

Para o empresário Aleksandar Mandic, a Campus não é uma feira de negócios, mas favorece a interação entre empreendedores.

- Empreendedorismo sempre foi a chave para o futuro, mas quando comecei não tínhamos consciência disso. Hoje em dia, a garotada tem - afirmou, apontando ainda a carência de engenheiros como o grande entrave ao desenvolvimento do mercado de tecnologia no Brasil.

A Campus Party também incentivou o empreendedorismo realizando dois concursos para inventores e jovens empresários. O engenheiro Daniel Bronzeri, de 34 anos, foi um dos finalistas com um aplicativo de tecnologia de assistência. O Que-Fala!, que roda em tablets com Android e iOS, para ajudar pessoas com dificuldades de comunicação. Com uma biblioteca visual, o deficiente pode clicar no ícone que deseja pronunciar, e a máquina fala por ele. Bronzeri precisa entre R$ 200 mil e R$ 300 mil para fechar o projeto. A dificuldade, explicou, é que no Brasil não há patrocínio a projetos de tecnologia de assistência.

- O grande incentivo é a fortuna do Mark Zuckerberg ou dos criadores do YouTube. Antes, os nerds não se viam como homens de negócios - disse Gabriel Colasso, que comanda os concursos na Campus Party.

Em busca de mão de obra qualificada
Além de investimentos milionários, a reunião de milhares de geeks representa uma chance de recrutamento para grandes companhias e institutos de pesquisa. O engenheiro da Nasa Mike Comberiate e o consultor Marco Figueiredo, por exemplo, foram à Campus Party com a missão de levar dez brasileiros para um estágio na agência espacial americana.

Até agora, só quatro brasileiros estagiaram na Nasa, em julho passado. Dois conseguiram um estágio na Agência Espacial Brasileira ao voltar. Segundo Figueiredo, apesar de não ter um programa específico para estagiários estrangeiros, a Nasa admite estudantes de todo o mundo. Pelo menos 40 estudantes já procuraram Comberiate e Figueiredo. A seleção será feita por meio de um desafio:

- Eles terão de participar da construção de um software de imagem 3D de um radar. Os mais bem-sucedidos ficam com a vaga - disse Figueiredo.

Para Ben Hammersley, editor especial da "Wired UK", a Campus Party pode ser a chance de as empresas driblarem um problema global:

- Pessoas inovadoras não querem mais trabalhar em empresas tradicionais. A filosofia de entrar em uma empresa aos 22 anos e sair aos 60 não vale mais. Hoje, os melhores profissionais não querem um trabalho, querem um problema estimulante para resolver - afirmou. - Todos os empregos que tive não existiam até pouco tempo. Agora, por exemplo, esperamos pelo iPad 2, mas há um ano não havia sequer o iPad. Por conta dessa dinâmica de mudanças permanentes, as pessoas inteligentes não pensam mais em seu trabalho a longo prazo. Querem resolver o agora.

Na busca por novos talentos na feira estavam Telefônica e Vivo, patrocinadoras do evento. Elas enviaram 16 profissionais de recursos humanos para recolher currículos. Segundo Fábio Tadashi, gerente de Transformação Organizacional da Vivo, o contexto brasileiro de quase pleno emprego faz com que grandes empresas não necessariamente atraiam talentos.

A empresa de software Totvs também aposta em recrutar na feira, na qual buscou engenheiros de pesquisa e desenvolvimento e programadores de Java Pleno. Françoise Trapenard, diretora-executiva de RH da Telefônica, é bem otimista:

- Essa juventude será a responsável pela nova onda da internet. Na Campus Party pode estar o idealizador dos novos Google ou Facebook.

Wednesday, January 12, 2011

Boas práticas em educação: ideias simples que podem fazer a diferença

11 de janeiro de 2011

Ano novo, ideias novas. É com esta proposta que o Blog Educação começa 2011 trazendo ao leitor um espaço diferenciado de informação: a seção Boas Práticas. O objetivo é compartilhar e disseminar ações bem sucedidas e desenvolvidas por educadores, escolas ou organizações de diversas partes do país. São ideias interessantes, criativas e, por vezes, até simples, mas que podem fazer a diferença no dia-a-dia da educação, sendo ótimos exemplos e inspiração para a realização de outras ações, contribuindo ainda mais para um melhor aprendizado dos alunos.

Na estréia da seção, o Blog Educação traz a história da professora Vera Lúcia Pereira da Silva Moura, que após atuar 25 anos como pedagoga, decidiu reunir um pouco de sua experiência no livro “O diamante e o joalheiro”, lançado recentemente.

Cursista do Programa de Desenvolvimento Educacional (PDE) da turma de 2008, em Londrina (PR), Vera pesquisou sobre a atuação do pedagogo nas escolas e a formação de professores. “O PDE trouxe subsídios para refletir sobre a importância do trabalho do pedagogo e como ele pode fazer a diferença dentro da escola”, destacou a professora. A partir daí, Vera juntamente com o professor Antonio Carlos Silva Moura, selecionou algumas das histórias presenciadas ao longo desses anos e que agora estão relatadas no livro.

A professora lembra que no Colégio Estadual Professor Carlos Augusto Mungo Genez, onde trabalha, foram realizadas uma série de discussões sobre como melhorar o trabalho do pedagogo. “As reflexões serviram para integrar o pedagogo com toda a comunidade escolar”, disse.

Entenda o que é o PDE
Resultado de parceria entre a Secretaria da Educação (SEED) e a Secretaria da Ciência, Tecnologia e Ensino Superior (SETI), o PDE é uma política educacional pioneira de formação continuada para os professores com duração de dois anos.

Cada professor do PDE elabora um Plano de Trabalho, uma proposta de intervenção prática na realidade escolar. Além da elaboração e aplicação do projeto de intervenção pedagógica, o programa proporciona também a interação entre os professores e a troca de experiências.

Assim como o trabalho desenvolvido pela professora Vera, centenas de materiais produzidos por outros professores cursistas estão disponíveis no site do PDE (www.pde.pr.gov.br/modules/noticias). Há inclusive trabalhos premiados pelo Ministério da Educação e em outros concursos nacionais. Sem dúvida, esta é uma importante fonte de informação sobre boas práticas pedagógicas.

Conte sua experiência
Se você, leitor, também conhece outros exemplos de ações interessantes aplicadas nas escolas de seu município e que estão ajudando no bom desempenho dos alunos, compartilhe conosco.

Para participar, basta enviar as informações para o e-mail do Blog Educação: contato@blogeducacao.org.br. Estamos aguardando sua contribuição!

Por Equipe Blog Educação com informações do Portal Educacional do Estado do Paraná

Monday, January 10, 2011

Vida de freela - O que é ser bem-sucedido?

Postado por Marushio, às 9:35, em artigos.
Nada a verPassou pertoQuaseFaltou poucoPerfeito
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Primeiro artigo no ano. Nada melhor do que falar de desejos e aspirações.

Quando eu trabalhava em sampa, em agências de médio ou grande porte, ser “bem-sucedido” tinha outro peso e outro significado. A missão era se destacar no grupo, ganhar reconhecimento para que o “turn over” não te engolisse, por sorte não tive muitos problemas com o monstro do turn-over. O sistema é bruto em sampa. Seu tempo livre para se reciclar é quase nulo e a tensão é alta. Logo, ser bem-sucedido no mundo corporativo, é para poucos. Claro que aí ainda entram a ética e o jogo de cintura. A compensação é financeira na maioria das vezes.

Hoje eu não tenho certeza se a análise acima é correta. Era o que eu pensava quando vivia lá. Talvez meio míope. Sou um baita sortudo de ter saído de sampa e agora posso pensar com tempo sobre tudo.

- Agora chega de nostalgia. E pro freela tio sukita? O que é ser bem-sucedido pro freela?

Acredito que, em grande parte, a resposta é bem individual. Os motivos que levam um profissional a ser freelancer é muito particular. Então vou falar sobre o lugar comum:

Comercialmente
- A conquista de clientes fiéis é uma meta a ser atingida. É o que vai pagar as contas e te garantir o crescimento comercial.
- Fazer as coisas do seu jeito não tem preço. Muito bom não ter um chefe na orelha o tempo todo. E nem dar satisfações o tempo todo.
- Tempo livre = Oásis no deserto. Acreditem, não tem nada melhor do que escolher a hora de trabalhar.
- Diversidade de jobs. Outra característica boa. Em uma agência, a tendência é te passarem sempre os mesmos trabalhos.
- pode recusar trabalhos

Pessoal
- Você pode estudar. Basta disciplinar seu tempo. Pode finalmente se aprimorar em outros assuntos.
- tem tempo de cuidar da sua vida pessoal.
- pode viajar durante a semana
- pode parar e aliviar o stress a hora que bem entender
- pode conhecer mais pessoas com o seu tempo livre

Lógico que tanto em uma agência quanto como freelancer, tu tem que ser um bom profissional e uma pessoa ética, senão nada acontece.

Parece que falei muito e não falei nada, não é mesmo?

Então respondendo logo a pergunta. O que é ser bem-sucedido?
É ser feliz caro leitor. Isso é ser bem-sucedido.

Não tem receita, não tem jeito certo, não tem quem saiba mais do que o outro sobre isso.

Tem gente que gosta da pressão de uma agência, tem gente que gosta de liberdade, tem gente que e não sabe ter liberdade.
Tem quem precisa de tempo livre e tem quem não quer tempo livre. Tem de tudo.
Deixe quem está ao seu lado ser feliz como quiser, cada um vive como quer.
Apóie e viva sua vida do jeito que deseja também.

Ser feliz é ser bem-sucedido em toda a sua essência.

SEJA FELIZ EM 2011

Grande ano a todos!
Maru

Twitter: @marushios

ECOECONOMIA - UMA NOVA ABORDAGEM - Hugo Penteado

Editora Lazuli
2003
Ecoeconomia - uma nova abordagem
As leis da natureza e muitas variáveis socioambientais são ignoradas pela teoria econômica tradicional – o que nos coloca em uma perigosa rota de colisão. Neste livro, Hugo Penteado alerta para o fato de que é preciso romper com muitos mitos da teoria tradicional para que nossa existência seja mais sustentável
Isabel A. Braga
Planeta Sustentável – 27/05/2009

A visibilidade do conceito “sustentabilidade”, os diversos alertas sobre a degradação do meio ambiente e a revisão da métrica do Produto Interno Bruto (PIB), a fim de mensurar a sustentabilidade ambiental e também o bem-estar social, formam um cenário favorável para que a ecoeconomia ganhe força.

Apesar de sua atualidade, os primeiros expoentes da ecoenomia surgiram há mais de 30 anos, quando o matemático e economista romeno Nicholas Georgescu-Roegen (considerado o pai desta nova corrente) trabalhou para conciliar a economia e o meio ambiente.

Muitos teóricos que se ocuparam de questões sociais ou ambientais, além de Georgescu-Roegen, foram teimosamente ignorados pela economia tradicional durante décadas. Felizmente, alguns economistas continuaram insistindo no assunto em diferentes países. No Brasil, adeptos desta linha de pensamento ganham expressão na academia, no mercado de trabalho e na mídia – apesar de ainda serem minoria.

No meio acadêmico e na mídia, por exemplo, o pesquisador e professor José Eli da Veiga tem espaço para tratar do desenvolvimento sustentável e de questões ambientais, temas presentes em disciplina que ministra na Faculdade de Economia, Administração e Contabilidade da Universidade de São Paulo (FEA-USP) e em mais de uma dezena de livros publicados – sem contar com artigos que publica no jornal Valor Econômico e na revista Página 22. (Leia resenha de seu livro Emergência Socioambiental)

Fora dos corredores da universidade, o cenário também é mais favorável para se discutir a sustentabilidade e apresentar um novo olhar sobre a teoria econômica. O ecoeconomista Hugo Penteado, que ocupa o cargo de economista-chefe do Banco Real, do Grupo Santander Brasil, expõe abertamente suas ideias e críticas à economia tradicional no seu blog e em seu livro “Ecoeconomia”.

Publicado em 2003, quando pouco se falava sobre “sustentabilidade” e quando se formavam as raízes para a adoção da sustentabilidade como modelo de negócios do Banco Real, o livro apresenta de maneira didática a economia ecológica e mantém-se atual até o dia de hoje – mesmo passados seis anos do seu lançamento.

Penteado não se atém a previsões terroristas e nem a estabelecer datas para futuros desastres ecológicos. Longe disso. Ele parte de análises sérias das fragilidades da teoria econômica tradicional, sem deixar de soar um alarme pela urgência em revisarmos as teorias econômicas e enfrentarmos as causas dos desastres socioambientais.

A economia tradicional é criticada pela ecoeconomia por marginalizar questões ambientais e se distanciar da realidade ao nosso redor - não mencionando, sequer, em muitos de seus livros, palavras como meio ambiente, recursos naturais e ecologia.

Ao contrário da economia do mainstream e das crenças presentes em discursos de diversos políticos e empresários, para a ecoeconomia o poder da tecnologia é limitado, as leis da física e da natureza dominam as leis econômicas (não o contrário) e a obsessão pelo crescimento econômico infinito (que é uma rota de colisão perigosa) deve ser abandonada.

Penteado mostra o inventário ambiental que tem se formado a partir do mito do crescimento infinito e afirma que “nem sempre o crescimento produz resultados socioambientais almejados e possui passivos ambientais totalmente ignorados – e nada desprezíveis”. Este extenso inventário vai desde a produção anual de mais de 50 milhões de automóveis à destruição de 95% dos manguezais italianos.

Para o autor, o paradigma atual imposto pela teoria econômica tem um limite – e esse pode estar mais próximo do que imaginamos. Uma restrição ambiental, ou um desastre ecológico, poderá causar a maior crise econômica de todas (e a mais insuperável), com conseqüências mais graves do que as do desemprego da grande depressão na década de 1930 e do surgimento da estagflação da década de 1970.

Diferentemente das crises passadas, a solução para esta crise que vivemos não deve ser mais “voltar a crescer a qualquer custo”. Os modelos econômicos devem incorporar a preocupação com a natureza e seus ecossistemas e ampliar o limite da nossa percepção – o que terá conseqüências práticas para o mundo à nossa volta.

“Ecoeconomia – uma nova abordagem” prepara o leitor para uma mudança que cedo ou tarde deve acontecer. E esta mudança -- que pode não ser apenas urgente, mas estar atrasada! - sugere uma cuidadosa transição, com mudanças culturais para padrões de consumo mais ecoeficientes, abandonando a idéia de crescer sempre e obtendo uma estabilidade - ou até um declínio - populacional.

Saturday, January 08, 2011

Talento: o que é e como se tornar um?

07 de janeiro de 2011, às 09h29min

Hoje, as empresas esperam que os profissionais assumam riscos, sejam arrojados, criativos e busquem sempre estar atualizados
Por Gladys Ferraz Magalhães, InfoMoney

Talento se mede em termos de capacidade
Pequenas empresas redobram ações para manter talentos
Modelos de recrutamento e seleção são responsáveis por apagão de talentos Não raro é comum as pessoas utilizarem a palavra talento para se referir a profissionais disputados pelo mercado de trabalho. Em jornais, revistas e na internet, são várias as matérias falando da falta de talento ou da retenção de talentos nas empresas, porém, quem elas consideram talento?

Na opinião da gerente de planejamento de carreiras da Ricardo Xavier Recursos Humanos, Melina Graf, engana-se quem relaciona talento somente a jovens recém-saídos de universidades de ponta. Para ela, um profissional de talento reúne outras características. "Talento é uma habilidade. A pessoa que vai além do comprometimento e possui desempenho acima do normal", diz.

Competências

Ainda segundo Melina, a concepção de talento das empresas varia conforme as diferentes gerações ocupam postos no mercado de trabalho. No passado, explica, era considerado um talento o profissional que atendia bem às competências mais básicas.

Hoje, as empresas esperam que os profissionais assumam riscos, sejam arrojados, criativos e busquem sempre estar atualizados. "Antes, bastava a graduação para ser considerado um talento, e, em algumas áreas, nem isso. Hoje, a pessoa precisa sempre buscar atualização".

Como se tornar um?

Para quem tem dúvidas se pode ou não ser considerado um talento, Melina aconselha que a pessoa procure conhecer a si própria e invista em sua formação, fazendo, por exemplo, cursos de idiomas, extensão, pós-graduação, entre outros.
Além disso, é importante se tornar visível para o mercado, e, em alguns casos, vale procurar ajuda especializada, como a de um coach. "O profissional deve participar de feiras, palestras, utilizar de maneira apropriada as redes sociais (...) Contudo, é essencial tomar cuidado para não se tornar arrogante e pensar que é insubstituível, pois ninguém é".
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Wednesday, January 05, 2011

LinkedIn: você sabe usar essa rede social?

4, janeiro, 2011 Clayton Melo Imprima Enviar por e-mail Ir para os comentários
27Share O post de hoje é contribuição do colega Klaus Junginger, repórter do IDGNOW e da Computerworld e voltado ao mercado de busca. Klaus resolveu investigar formas de usar melhor o LinkedIn. O resultado você confere abaixo.

Por Klaus Junginger


Em meio à miríade de redes sociais digitais, o LinkedInse destaca por ser de cunho essencialmente profissional. Sem recursos de partilha de fotos e com opções restritas de envio de mensagens para outros usuários, o LinkedIn tem alguns macetes para uso mais poderoso.

Neste texto, que é a primeira parte de alguns posts sobre a rede social, vou tratar de dicas dadas por profissionais. Nas partes seguintes, falarei sobre os recursos pagos.

Aprender a se portar nesse ambiente é fundamental – o mesmo pode ser dito acerca do perfil. Em telefonema com a RP do LinkedIn, Krista Canfield, fico sabendo quais são algumas das regras essenciais. Acompanhe:


O perfil
Segundo Krista, o número mínimo de conexões no LinkedIn é 50. Ela se refere a esse número por “magic number” (número mágico). Por quê?
A rede classifica a proximidade entre o usuário e possíveis contatos em 1º, 2º e 3º graus. E é a partir de 50 conexões que o usuário começa a perceber um volume relevante em termos de profissionais no segmento de interesse.

Preencher o perfil do LinkedIn de forma otimizada leva tempo e não precisa ser feito de uma vez só. É possível impedir que seus dados sejam expostos a quem acessar seu perfil. Contudo, é necessário selecionar essa opção no menu de configurações da rede social. Pense nisso quando for criar seu perfil. Diferentemente do Facebook, em que erros e dados inconsistentes são aceitos, esse tipo de informação pode prejudicar sua presença digital no LInkedIn.

Minimizar o volume de informações no perfil em construção não impedirá que uma busca por seu nome em mecanismos de pesquisa como o Google e o Bing revelem sua existência na rede em posições bastante privilegiadas.

Krista dá uma dica valiosa sobre esse assunto: “Get your LinkedIn profile to come up higher in search results by customizing your profile URL”, ou seja, use o LinkedIn para ocupar posições vantajosas em mecanismos de busca e otimize sua URL. Impagável. Existe uma variedade extensa de palavras-chave disponíveis para otimização.

Melhor: para cada idioma em que o LinkedIn está disponível, é criado um subdiretório. Linkedin.com/in, por exemplo, denota o diretório dos perfis criados em idioma inglês. Assim a quantidade de vezes que uma palavra-chave é usada é multiplicada pelo número de idiomas disponíveis. Mas um mesmo usuário, apesar de poder criar perfis em diomas distintos, não pode alterar sua URL para cada idioma. Seria demais, uma chance de monopólio.


O analista de audiência (Web Analytics) da Globo.com, Diógenes Passos diz que otimizou sua URL na rede LinkedIn e decidiu criar a URL com seu próprio nome, e não com uma palavra-chave. “É uma questão de personal brand“, diz. Diógenes continua, dizendo que “…em todo caso, a busca interna do LinkedIn in encontra bem keywords ligadas ao seu currículo”.
O profissional de web analytics completa a resposta (dada via Twitter): “Como existem vários outros Diógenes Passos, decidi não deixar dúvida em nenhuma busca pelo meu nome”.


A escolha, como pode perceber, caro leitor, será inteiramente sua.


O ranking interno

É possível encontrar outros usuários do LinkedIn com base na busca por palavras-chave ou nome.
Perguntada se a quantidade de vezes que determinado termo aparece em perfis no LinkedIn interfere no ranking por buscas no site, a assessoria de imprensa do LinkedIn no Brasil confirma que sim. Parece, ainda, ser o fator de maior peso na hora de compor a lista de perfis.

Em 2010, percebi várias posts e matérias de especialistas dando instruções de como montar um perfil otimizado. Para tal, é necessário incluir nas informações profissionais as palavras que melhor denotem sua atividade e experiência. Vale perguntar se tal dinâmica não encoraja o que na comunidade de SEO (otimização para sites de busca) é conhecido por Keyword stuffing – uso exagerado de palavras-chave na tentativa de aumentar a relevância para determinado termo.


Recomendações
A rede social apresenta um recurso chamado de Recommendations (recomendações); campo em que contatos – na maioria ex-colegas de trabalho – deixam suas impressões sobre o desempenho profissional do dono do perfil. Elas equivalem a cartas de recomendação; aquelas que todo bom candidato a vagas de trabalho deve ter, pois servem de chancela (não garantia) de performance. “Tenha, no mínimo três recomendações” diz Krista ao telefone. O número de recomendações, porém, não influencia o posicionamento de usuários em pesquisas por contatos na rede.
Há alguns meses tratamos do assunto recomendações no LinkedIn em outro blog.

Comportamento
Em minha opinião, a grande utilidade do LinkedIn consiste em encontrar pessoas que atuam profissionalmente em segmentos de interesse partilhado. Krista confirma essa perspectiva “é onde se encontra o real valor da rede social”. “O LinkedIn é uma plataforma em que partes que dividem interesse comum se encontram e trocam experiência em nível profissional”, afirma.


Mas atenção: a conexão deve ser interessante para ambas as partes e ela reflete um nível de confiança mútua mais consistente que um ”amigo” no Facebook, por exemplo.


Como aumentar a rede de contatos?
“Apesar do LinkedIn ter uma mensagem preconfigurada para o envio de convites, acredito que o envio dela é um dos maiores erros dos usuários”, diz Krista. “Fazer contato no LinkedIn é algo que deve ser bom para as partes e deve ter nuances de um contato pessoal”, continua. “Vale a pena ler o perfil antes de enviar um convite. Quem sabe você encontre alguma informações que os aproxime”.
Faz todo sentido.


Já que se trata claramente uma questão de interesses, nada melhor do que abrir mão da mensagem padrão e fazer um convite personalizado, algo que transmita ao outro usuário uma noção de proximidade.

Pergunto para Krista sobre o maior erro cometido por usuários do LinkedIn na hora de expandir sua rede de contatos. Na resposta da RP fica evidente que se trata de uma confusão que muitas pessoas fazem quando entram para a rede e acreditam estar em outros ambiente digitais, em que adicionar contatos torto e a direito é bastante comum.


Grupos
Do mesmo modo como acontece com outras redes sociais, existem grupos de discussão que disseminam conteúdo e informações sobre determinado assunto. Para cada grupo que um usuário do LinkedIn resolve seguir existem configurações para o recebimento dos tópicos criados por outros participantes.

Krista explica que, atualmente, você pode escolher entre resumos semanais, diários ou optar por ler o conteúdo dos tópicos apenas quando deseja acessando a página do grupo no LinkedIn. Essa última parece ser a melhor opção, pois o que poderia ser uma plataforma para discussões que se igualem à relevância da rede para fomentar relacionamentos profissionais é não raramente usado para disseminar o que pode tranquilamente ser chamado de spam. Ainda não existe a opção de denunciar determinados usuários pela prática de envio dessas mensagens. Já mensagens recebidas de outros usuários podem, sim, ser relatadas como spam Nos grupos relacionados ao SEO, por exemplo, é comum ver usuários fazendo promoção de seus serviços de otimização de perfil e até de palestrante em eventos em maio a tópicos que revelam um real interesse nos assuntos tratados.

Um aplicativo que vale a pena
Prestem atenção no MyBox, criado pela empresa Box.net. Trata-se de um disco virtual que abriga arquivos gerados por você. O Box avisa quando alguém acessa um dos arquivos. Maneira interessante de acompanhar as visitas ao seu perfil na rede social LinkedIn.


O LinkedIn está longe de se equiparar às outras redes sociais em termos de número de usuários. Segundo Krista, a rede abriga perto de 85 milhões de perfis; mais da metade dessas contas pertence a usuários de fora dos EUA.

Leia a segunda parte da matéria aqui: Pagar ou não pelo serviço Premium do LinkedIn?

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